A Volkswagen encerra neste mês de dezembro a produção do e-Golf, versão elétrica do hatch médio que era o último representante da sétima geração do modelo ainda em produção.
Lançado em 2014 na Europa, e-Golf começou a ser produzido na fábrica de Wolfsburg e desde março de 2017 era fabricado também na unidade industrial de Dresden (Alamenha), que montou 50.401 de um total de 145.561 unidades do modelo.
Diferente do híbrido Golf GTE, que já conta com a sua versão de oitava geração, o Golf elétrico acabou substituído pelo novo ID.3, primeiro modelo da nova família Volkswagen ID . de carros elétricos.
Os novos rumos da marca alemã
O e-Golf saía de fábrica com um motor de 134 cv e tinha uma autonomia de até 190 km, além de atingir os 140 km/h de velocidade máxima. Marcas tímidas em comparação com o ID.3, que em sua variação mais potente usa um motor de 204 cv e pode rodar até 549 km com uma carga de bateria.
Em processo de modernização, a unidade industrial de Dresden — que é conhecida pelo nome de Fábrica Transparente, por conta da sua fachada envidraçada — começa a produzir o ID.3 em janeiro de 2021, reforçando a oferta do hatch que atualmente é feito apenas na fábrica de Zwickau, também na Alemanha.
O fim do e-Golf e a ampliação na capacidade produtiva do ID.3 chega em boa hora, já que Volkswagen iniciou recentemente também a fabricação do ID.4 em Zwickau.
O SUV Volkswagen ID.4, que é o 2ª modelo da linha ID. e começou a ser comercializado este mês na Europa, e está cotado para vir também ao Brasil, já que a marca confirmou a intenção de trazer cinco veículos eletrificados para o país até meados de 2023.