Fluido de freio tem três níveis de classificação, de acordo com a temperatura de ebulição. O  DOT 4 fica acima de 155°C
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Fluido de freio tem três níveis de classificação, de acordo com a temperatura de ebulição. O DOT 4 fica acima de 155°C

O Gerente de Vendas do Aftermarket da FUCHS, Marcelo Martini, envia para a reportagem de iG Carros uma série de dicas sobre fluido de freio, item responsável por transmitir às pastilhas e lonas do sistema de freios a força exercida sobre o pedal do automóvel quando se deseja frear. A variação na transmissão dessa força determina a eficiência do fluido que, por sua vez, está relacionada à sua viscosidade, explica ele.

A troca deve seguir as orientações do manual do proprietário, que indicará também o fluido correto para cada veículo. Normalmente, as trocas são feitas entre um a dois anos, porém é recomendado checar sempre o nível de fluido para evitar a sua falta.

Para trocar o fluido de freio é necessário realizar a sangria do fluido antigo e contaminado para permitir a colocação do fluido novo. A recomendação é que a troca seja feita por profissionais e que o proprietário sempre leve o veículo para a oficina ou mecânico de confiança. É importante ressaltar que os fluidos de qualidade devem sempre estar certificados pelo Inmetro e cumprir as normas de segurança determinadas pelo instituto.

Desta forma, existem três tipos de fluido para freio no mercado, chamados de DOT pela nomenclatura do Departamento de Transportes dos Estados Unidos da América (Department Of Transportation). Seu grau é determinado pelo ponto de ebulição úmido mínimo: DOT 3 - acima de 140; DOT 4 - acima de 155; DOT 5 - acima de 180.

Impactos da utilização de um fluido de freio de má qualidade

A boa qualidade do fluido é importante para garantir frenagens seguras, mesmo em situações extremas
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A boa qualidade do fluido é importante para garantir frenagens seguras, mesmo em situações extremas


O fluido para freio é um produto higroscópico, ou seja, ele absorve água, de modo que durante esse processo ocorre a formação de pequenas bolhas de água que se misturam ao fluido. Quando se pisa no freio, a temperatura do sistema é altamente elevada e o fluido não pode ferver para não ocasionar falhas no sistema de freio e colocar em risco a vida do condutor e passageiros.

Quando o motorista tem a sensação de que é necessário pisar mais fundo para que ocorra a frenagem, é sinal que o fluido está velho e com perdas de suas características iniciais. Como o fluido trabalha com altas temperaturas, é importante que tenha um ponto de ebulição alto, para que não ferva dentro do sistema e atrapalhe a frenagem .

Produtos de baixa qualidade absorvem maior quantidade de água, permitindo a formação de uma quantidade maior dessas bolhas. Eles também podem provocar oxidação nas partes metálicas contaminando o fluido e diminuindo sua vida útil. Assim, fluidos para freio com alta compatibilidade de materiais e tecnologias diferenciadas garantem a proteção do sistema hidráulico do freio e da embreagem contra depósitos e corrosão

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