VW Parati teve versão Track & Field, com certo apelo esportivo, com faróis de lentes escurecidas e rodas de liga-leve
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VW Parati teve versão Track & Field, com certo apelo esportivo, com faróis de lentes escurecidas e rodas de liga-leve

A Volkswagen acertou em cheio ao batizar o projeto brasileiro BX , iniciado em 1976 - do carrinho da marca alemã de Gol , um nome simples e de significado forte, vitorioso. Apesar de no início as vendas não terem emplacado como se previa, mais precisamente em 1980 quando o hatch foi comercializado, no ano seguinte as vendas começaram a ganhar fôlego com a substituição do motor 1300 pelo motor 1600.

Nesse mesmo ano, mais precisamente em dezembro, a Variant II já dava sinais de cansaço e acabou deixando o seu posto. A concorrência tinha projetos promissores, de concepções mais modernas e a montadora alemã precisava se mexer. Desse projeto BX , o Gol daria origem ao sedã Voyage , em 1981.  

Baseados nestes dois modelos, em junho de 1982, veio uma perua, batizada de Parati cuja palavra tipicamente brasileira identifica uma cidade histórica do país, localizada no Estado do Rio de Janeiro, adequado a um veículo para passeios/turismo.

A Parati , apesar de ser uma “Station Wagon” , agradava a todo o tipo de público, desde os mais conservadores: pais de família, esposas e até os jovens, sobretudo os surfistas, que gostavam muito da praticidade do rack (opcional) embutido no teto para carregarem suas pranchas.

Até a coluna da porta dianteira, tudo era igual ao resto dos outros membros da família BX , ficando o destaque para o recorte da tampa traseira bem inclinada conferindo um ar mais jovial à perua da VW. O segmento de peruas naquela época era vasto e contavam com concorrentes como Fiat Panorama , Chevrolet Marajó e Ford Belina.

Inicialmente vinha equipada com motor 1.5 de 65 cv a gasolina do Passat , mas depois de dois meses após o lançamento oficial do modelo, chegava o novo motor MD 270 também emprestado do Passat , disponíveis tanto na versão a gasolina quanto a álcool.

VW Parati na quarta geração podia ser encontrada na versão Surf com a frente do Gol Rallye
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VW Parati na quarta geração podia ser encontrada na versão Surf com a frente do Gol Rallye


A cilindrada passava a 1,6 litro garantindo bons 81 cv , graças às alterações na taxa de compressão, comando de válvulas e pistões, além é claro, da adoção da ignição eletrônica e de um carburador de corpo duplo.  Era produzida nas versões "S" (Super), "LS" (Luxe Super) e "GLS" (Gran Luxe Super) , com câmbio de quatro marchas.

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Mas foi em novembro de 1985 que a Parati passou a ser equipada com o tão esperado motor AP600 , o mesmo que compartilhava o cabeçote com o 1.8 do Santana e do Gol GT . Graças a adição de carburadores mini progressivo e opção de câmbio de 5 marchas nas versões LS e GLS , o consumo na cidade caía consideravelmente, fazendo agora 7,75 Km/l.

Dois anos depois era lançada a série especial Plus , equipada com o mesmo motor AP 600 , câmbio de 5 marchas, limpador e desembaçador traseiro, vidros verdes, ar quente, para-choques e calotas da cor do carro, tudo de série. Este foi último ano em que a Parati receberia as versões S e LS .

Foi no ano de 1987 que a Parati ganhava uma leve repaginada. Os para-choques passavam a ser de plástico e a frente é totalmente remodelada. Agora as versões se resumiam a CL, GL e GLS , esta última equipada com o motor AP 1800S (o mesmo usado no GTS) e com bagageiro no teto de série. Na básica CL , o câmbio de cinco marchas era opcional. No ano seguinte, novos painéis e retrovisores incorporariam a linha 1988.

Em 1991, a Parati passa pela sua segunda reformulação, ganhando novas frente e traseira, esta agora com tampa mais lisa, ornada por um friso e nova grafia e para o ano seguinte, passava a ser equipada de série com catalisador, mas a maior mudança na trajetória só viria no final de 1995 com uma completa mudança e que marcaria a era da injeção eletrônica na perua da VW.

Na traseira, lanternas fumês, sensores nos para=choques sem pintura para dar um aspecto mais esportivo
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Na traseira, lanternas fumês, sensores nos para=choques sem pintura para dar um aspecto mais esportivo

O motor 1.0 de 69 cv estrearia na linha 1997 junto à versão GTi com motor 2.0 litros de 145 cv e injeção multiponto. Outra novidade veio para ano seguinte com a tão aguardada versão de quatro portas. Outra versão que marcaria a trajetória da perua da VW era a 1.0 Turbo de 112 cv , lançada em 2000.

Depois disso, a Parati acompanhou as reestilizações do Gol e ganhou versões com apelo esportivo e aventureiro como Summer, Sunset, Track & Field e Crossover até ser retirada de linha, em 2012, substituída pela SpaceFox .

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