VW Gol
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Depois de ser o seminovo mais comprado de 2019, o VW Gol chega a 40 anos de longevidade

Ford Model T, VW Fusca, Fiat 500, Citroën 2CV, Mini Morris… Estes e tantos outros foram os “carros do povo” há mais de quarenta anos. E de quarenta anos para cá? Bem, falando de Brasil, vimos surgir o modelo mais longevo dos novos tempos, que teria, em 1980, a árdua missão de conviver com o Fusca — até hoje o carro mais vendido não só no Brasil, como no mundo — e ainda sucedê-lo. É assim que nascia o VW Gol.

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O projeto do VW Gol começou em 1976 e foi desenvolvido levando em conta as condições de uso no País, tendo como base pilares como a resistência, economia, durabilidade e capacidade para levar cinco pessoas. A partir dele, inúmeras versões e variantes diferentes, com propostas, nomes e preços totalmente distintos, vieram a cativar o brasileiro. Tantas são as curiosidades sobre o carro que decidimos separar os fatos mais importantes da sua trajetória.

1 - Seu nome não podia ser mais brasileiro

Gol
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VW Gol Copa une as origens do nome à homenagem para a seleção brasileira de 1982, que disputou o mundial na Espanha

Confirmando o que muitos se perguntam sobre o seu nome, “Gol” vem do vocabulário futebolístico “goooool!”. E para comemorar os vários gols da seleção brasileira de 1982, que marcou um desempenho consistente, a marca alemã fez a edição especial Copa em homenagem.

O que tudo isso mostra é que o Gol não é um campeão brasileiro apenas pela sua concepção, mas também pelo carisma e pela identificação com o povo.

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2 - Gol para todos os gostos

Parati
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Nascida do Gol, a Volkswagen Parati GTI misturava a racionalidade das peruas com a emoção do Gol GTi

Voyage, Saveiro e Parati foram os “irmãos” do Gol, em forma de sedã, picape e perua, respectivamente. Isso permitiu que seus atributos de resistência, economia e durabilidade também fosse atrativos a diferentes públicos, que não usam o automóvel necessariamente para a mesma proposta uns dos outros.

Enquanto o Voyage deu um “gás” nas qualidade de carro para a família, a Saveiro ressaltou o lado utilitário do hatch, e a Parati chegou com um espaço de malas nunca antes imaginado para a plataforma. Isso sem falar no apelo e no desempenho dos GT, GTS e GTi.

3 - Fez jus à popularidade do Fusca

Gol
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A utilidade do Gol como carro urbano, aliada à modernização e à mesma simplicidade foram uma receita de sucesso

Com todos estes investimentos e conquistas, o Volkswagen Gol se tornou o carro mais produzido com 8.532.771 unidades fabricadas no Brasil (8.342.260) e Argentina (190.511), o mais vendido (6.952.153 unidades) e o mais exportado (1.515.305 unidades) para 69 países. Ele é também o veículo nacional que permaneceu por mais tempo como líder de vendas do Brasil: 27 anos consecutivos.

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4 - O motor AP vem da Mercedes-Benz

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Ele não nasceu VW! A marca alemã aprimorou a sua tecnologia e aplicou aos modelos de rua, mas não o criou

Com significado de “alta performance” ou “alta potência”, o motor de 4 cilindros com refrigeração a água foi um choque quando veio a substituir o VW a ar que chegou a equipar inclusive o Gol BX. Mas apesar de ser uma referência para a VW, não foi ela quem deu início ao seu desenvolvimento.

O que poucos sabem é que vem de um projeto militar da Mercedes-Benz dos anos 50. O motor só foi parar na VW depois que a Auto Union (que, em resumo, veio a unificar na Audi) comprou 80% do grupo Daimler-Mercedes, e no fim dos anos 70, chegar aos carros de passeio do grupo Audi-VW pela primeira vez.

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5 - Primeiro carro com injeção eletrônica do Brasil

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Volkswagen Gol GTI: O primeiro carro com injeção eletrônica no Brasil

Quando o Gol GTi surgiu, no Salão do Automóvel de SP de 1988, seu grande avanço técnico foi a injeção de combustível. Até então, todos os carros fabricados no Brasil eram equipados com carburador.

O VW Gol GTi, que usava motor 2.0 a gasolina de 120 cv, foi um passo adiante em relação aos Gol GT (1986) e GTS (1987), ambos com motor 1.8 a álcool de “99 cv” (na verdade, passava de 100 e dizem que chegava perto de 110 cv, mas os impostos eram mais altos para carros com essa potência, então dava-se o famoso jeitinho brasileiro).

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