Adesivo “anti-radar” na placa vira alvo de fiscalização
Divulgação/gov.br
Adesivo “anti-radar” na placa vira alvo de fiscalização

Um truque que vem circulando nas redes aposta na aparência de normalidade para burlar a fiscalização. A ideia é simples no discurso de quem vende: aplicar um adesivo transparente, porém reflexivo, sobre um ou mais números da placa do veículo.

No dia a dia, a combinação pode até parecer discreta a olho nu. Mas, quando a placa recebe luz direta e é enquadrada por câmera, o número coberto pode “sumir” na imagem, dificultando o registro da identificação.

Como o método tenta funcionar

Perfis que anunciam o produto afirmam que o material serve tanto para placas do padrão Mercosul quanto para as antigas placas cinzas. A promessa é que o adesivo só “apareceria” em determinadas condições de iluminação e ângulo, justamente as mais comuns em registros por câmera.

Na prática, a estratégia se apoia na diferença entre o que o olho humano percebe em condições normais e o que sensores de câmera captam quando há reflexo direto sobre a placa.

O que o Detran diz sobre o uso

Apesar das alegações de quem comercializa o item, o esclarecimento do Detran é direto: mesmo que a numeração pareça visível em uma olhada rápida, qualquer intervenção que comprometa a leitura da placa é irregular.

Placa é item de identificação do veículo e precisa estar em condições adequadas de legibilidade e visibilidade. Se um número deixa de aparecer em uma foto ou fica prejudicado por reflexo, a placa já não cumpre sua função.

O que prevê o Código de Trânsito

O enquadramento citado é o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata de conduzir veículo com a placa sem condições adequadas de legibilidade e visibilidade. A infração é gravíssima.


A penalidade prevista inclui sete pontos na CNH e multa de R$ 293,47, além das medidas administrativas que podem ser aplicadas no momento da abordagem, conforme a avaliação da autoridade de trânsito.

Por que isso preocupa autoridades

A identificação correta da placa não serve apenas para radares. Ela é parte da fiscalização de rotina, ajuda a coibir fraudes, localizar veículos irregulares e dar suporte a ações de segurança pública.

Por isso, órgãos de trânsito reforçam que agentes e equipes da Polícia Militar estão atentos a esse tipo de prática. A fiscalização, nesse caso, é tratada como ferramenta de proteção coletiva, ligada ao cumprimento das normas, à segurança viária e à preservação de vidas.

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