Equipamento de fiscalização instalado em rodovia utiliza câmeras e sistemas inteligentes para monitorar infrações de trânsito.
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Equipamento de fiscalização instalado em rodovia utiliza câmeras e sistemas inteligentes para monitorar infrações de trânsito.

Os radares com inteligência artificial já deixaram de ser um projeto piloto isolado e passaram a integrar a fiscalização em trechos rodoviários no Brasil. De acordo com reportagem da Autoesporte, a tecnologia foi responsável por mais de 20 mil autuações em apenas cinco meses de operação, principalmente por uso de celular ao volante e falta do cinto de segurança.

O sistema combina câmeras de alta resolução com algoritmos de reconhecimento de imagem capazes de identificar padrões de comportamento dentro do veículo. Diferentemente dos radares tradicionais, que medem apenas velocidade, os equipamentos com IA analisam as imagens captadas e conseguem sinalizar infrações visuais, como motorista segurando o celular ou ocupantes sem o cinto afivelado.

Como a inteligência artificial aplica multas

Segundo a Autoesporte, o processo não é totalmente automatizado no sentido de multar instantaneamente. A IA realiza a triagem inicial das imagens e identifica possíveis infrações. Esses registros passam por validação antes de resultar em autuação formal.

Entre as infrações mais registradas estão:

  • Uso do celular ao volante
  • Não utilização do cinto de segurança
  • Passageiros sem cinto

A tecnologia permite ampliar a fiscalização sem necessidade de abordagem física, o que aumenta a cobertura em rodovias de grande fluxo.

Reportagem da Band amplia debate sobre fiscalização

O tema ganhou repercussão após o Jornal da Band, no início do ano, exibir uma reportagem mostrando a atuação da inteligência artificial em rodovias brasileiras. No caso apresentado, câmeras equipadas com IA estariam identificando automaticamente infrações e encaminhando os registros às autoridades responsáveis.

A reportagem destacou que o sistema funciona de forma contínua, analisando milhares de veículos por hora, o que amplia significativamente a capacidade de fiscalização quando comparado ao modelo tradicional.

A exibição gerou dúvidas entre motoristas, especialmente sobre quais concessionárias operam os sistemas, qual é o papel das empresas responsáveis pelas rodovias e como funciona o fluxo entre captação de imagem, validação e emissão da multa.

Diante da repercussão e das dúvidas envolvendo rodovias paulistas, o iG entrou em contato com a Ecovias,  concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes,  que respondeu de maneira oficial: 

" A Ecovias Imigrantes informa que já utiliza tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA) no monitoramento das rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Um dos exemplos é o sistema de câmeras instaladas nos túneis, capaz de identificar situações atípicas e acionar automaticamente as equipes de atendimento, contribuindo para uma resposta mais ágil e segura às ocorrências nas rodovias.

Atualmente, a concessionária não possui câmeras com essa tecnologia voltada à fiscalização de infrações, mas estuda a implantação de novos equipamentos, com o objetivo de ampliar a segurança viária e aprimorar o controle operacional do sistema. Hoje a fiscalização no SAI é realizada pela Polícia Militar Rodoviária, que atua 24 horas por dia dentro do Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária, por meio de cerca de 300 câmeras de monitoramento distribuídas ao longo das rodovias.

A Ecovias Imigrantes reforça seu compromisso com a segurança viária e a inovação tecnológica, investindo continuamente em ferramentas que contribuam para reduzir acidentes e garantir viagens cada vez mais seguras e eficientes pelo Sistema Anchieta-Imigrantes."


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