A intenção de compra de veículos segue elevada entre os brasileiros em 2026. Pesquisa anual da Webmotors Autoinsights mostra que 68% dos entrevistados pretendem adquirir um automóvel neste ano, mesmo percentual registrado no levantamento anterior. O dado indica estabilidade no interesse do consumidor, mas com mudança no momento da decisão de compra.
Segundo a Webmotors, 45% do total de respondentes planejam fechar negócio ainda no primeiro semestre de 2026. Na edição anterior da pesquisa, esse índice era de 37%, o que representa avanço de 8 pontos percentuais na antecipação da demanda. O levantamento ouviu mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
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Troca de veículo lidera motivações
Entre os motivos apontados para a compra, a atualização do modelo atual aparece na frente, com 37% das respostas. Em seguida, estão o hábito de trocar de carro periodicamente, com 29%, e a necessidade de substituir o veículo atual por já estar velho, com 23%.
A busca por um carro mais econômico e por um modelo mais potente aparece empatada, com 15% cada. Já a compra de um segundo veículo foi citada por 13% dos entrevistados, enquanto o crescimento da família e a necessidade de mais espaço somaram 12%. Problemas com o carro atual responderam por 7% das menções.
Os dados mostram que a maior parte desse movimento deve vir de consumidores que já têm um automóvel. Segundo a pesquisa, 73% dos interessados em comprar um carro em 2026 já possuem veículo, enquanto 27% não têm carro e pretendem entrar no mercado pela primeira vez.
Financiamento parcial aparece na frente
A forma de pagamento mais mencionada pelos entrevistados foi o financiamento parcial, escolhido por 46% dos respondentes. Na sequência, aparecem a compra à vista, com 31%, o financiamento total, com 17%, e as modalidades de leasing ou consórcio, com 6%.
O resultado indica que o crédito segue como peça relevante para a concretização das vendas, sobretudo em um cenário em que boa parte da demanda está ligada à troca do carro usado por um modelo mais novo. Ao mesmo tempo, a participação de 31% da compra à vista mostra que uma fatia relevante dos consumidores ainda pretende recorrer a recursos próprios para viabilizar a aquisição.