Stellantis aposta em produção de carros da marca chinesa Leapmotor no Brasil
Divulgação / Stellantis
Stellantis aposta em produção de carros da marca chinesa Leapmotor no Brasil

O CEO da Stellantis, Hernander Zola, confirmou que os veículos da Leapmotor serão montados na planta de Goiana. A expectativa é que a produção comece em 2027, inicialmente com os SUVs B10 e C10 já estreando com  tecnologia flex.

Tecnologia e custos 

A marca chinesa aposta na tecnologia REEV, em que o carro é tracionado 100% por eletricidade, enquanto o motor a combustão atua como gerador para recarregar a bateria. Segundo a fabricante, a autonomia pode chegar a 950 km, o que favorece viagens mais longas.

Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação
Leapmotor C10 Divulgação

A montadora apresentou também o modelo do B10 Elétrico (BEV),  veículo movido exclusivamente por energia elétrica armazenada numa bateria com autonomia de 338 km e tempo de recarga rápida (de 30% a 80%) estimado em 30 minutos.

Os preços dos SUVs elétricos B10 e C10 aqui no Brasil ficam a partir de  R$ 182 mil e R$ 204 mil, respectivamente.

“Teremos um modelo brasileiro. Hoje, os carros chineses usam motores importados”Hernander Zola

Além disso, Hernander Zola afirma que, em um primeiro momento, os modelos C10 e B10 serão montados no sistema CKD, em que os veículos chegam totalmente desmontados ao país para serem montados localmente. Segundo o executivo, esse formato ajuda a reduzir custos de importação e abre espaço para ampliar a nacionalização de componentes. Mais adiante, a produção poderá evoluir para o sistema SKD, no qual os carros chegam parcialmente montados e passam apenas pelas etapas finais de montagem no destino, como instalação de motor e acabamentos.

Desempenho da marca no Brasil

Em visita a São Paulo, o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, afirmou nesta terça-feira (7) que, há cerca de três anos, o carro de entrada do grupo no Brasil, o Fiat Mobi, custava em torno de R$ 50 mil. Hoje, segundo ele, o modelo já está na faixa dos R$ 80 mil. Para o executivo, essa diferença se explica pela inflação e pelas mudanças na regulamentação do setor automotivo.

 De janeiro a março, o desempenho da Stellantis em terras brasileiras alcançou a marca de 174 mil veículos no país, tendo 29,1% de participação no mercado.

*Estagiária sob supervisão 

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