Omoda 4
Fernando Naccari/iG
Omoda 4

O Omoda 4 foi um dos temas confirmados durante a cobertura do Salão do Automóvel de Pequim e chega ao Brasil com a missão de ampliar a presença da marca em uma faixa mais competitiva do mercado. A informação é que o modelo terá três tipos de motorização, com versões elétrica, híbrida e a combustão.

Para o mercado brasileiro, no entanto, a definição ainda não está fechada. A marca confirmou a proposta global do produto com essas três alternativas mecânicas, mas ainda não bateu o martelo sobre quais delas farão parte da gama nacional.

A faixa de preço apurada para o Brasil fica entre R$ 129 mil e R$ 139 mil, o que coloca o Omoda 4 em uma posição estratégica dentro da operação da marca por aqui. A ideia é posicionar o SUV abaixo do Omoda 5 e transformá-lo em uma porta de entrada mais acessível para a linha, tornando-se opção interessante até para quem pensa em comprar um SUV compacto nas versões de topo. 

Modelo mira o centro do mercado

O Omoda 4 entra diretamente no campo mais disputado da indústria brasileira: o de SUVs compactos e subcompactos. É justamente a faixa em que hoje estão veículos como o Volkswagen Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian, por exemplo, modelos que combinam preço mais baixo, proposta urbana e foco em uso diário.

Mas o dado mais relevante apurado em Pequim foi a decisão de trabalhar o Omoda 4 como um projeto de ampla flexibilidade mecânica. O modelo terá versão 100% elétrica, uma alternativa híbrida e outra a combustão, o que permite à fabricante adaptar a oferta de acordo com o perfil de cada mercado.


 Esse movimento é importante porque dá à marca mais liberdade para calibrar o lançamento no Brasil conforme demanda, tributação, estrutura de pós-venda e aceitação do público. Ao mesmo tempo, reforça a intenção de disputar mercado tanto com modelos tradicionais a combustão quanto com a nova leva de eletrificados que avança no país.

Brasil ainda aguarda definição da gama

Apesar de a arquitetura do produto já estar confirmada com essas três frentes, a escolha da configuração brasileira continua em aberto. Havia a expectativa de que o Omoda 4 chegasse com motorização 1.0 turbo de 3 cilindros e potência em torno dos 130 cv, mas isso parece ainda não estar totalmente fechado. A definição final deve levar em conta o posicionamento da marca no país e o equilíbrio entre preço, competitividade e volume.

Isso significa que o Omoda 4 pode chegar ao Brasil com uma gama mais enxuta no primeiro momento, deixando outras motorizações para uma etapa posterior. Hoje, o ponto já claro é que o carro foi concebido para oferecer essa flexibilidade desde a origem.

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