
A Harley-Davidson apresentou, nesta terça-feira (5), uma nova estratégia para voltar à ativa e restaurar a comercialização da marca. O plano “Back to the Bricks” tem o objetivo de ampliar o portfólio da marca, visando trazer mais eficiência e clientes, deixando de lado a tradicionalidade das motos caras e robustas.
Quais os objetivos da nova estratégia
Dentro dessa proposta, a meta é buscar a recuperação de seus lucros. Para isso, a Harley-Davidson deve superar a marca de US$ 350 milhões de lucro operacional bruto, o que pode se tornar um desafio, já que em 2025 a fabricante registrou um prejuízo de US$ 29 milhões.
Sob a gestão do CEO Artie Starrs desde outubro de 2025, a Harley-Davidson mira na proposta de trazer modelos mais acessíveis e reviver projetos antigos, ainda sem confirmações de quais seriam estes produtos.
A estratégia também visa reposicionar a marca na participação de mercado nas áreas de vendas de motos novas e usadas, além de peças e vestuário.
Retorno de modelos antigos
No Brasil, o último modelo comercializado com baixo custo foi a Sportster 883, que apresentava o preço de R$ 39.900 até ser descontinuada no país mas que pode ter seu retorno muito em breve confirmado pela marca.

Mercado e comercialização
A Harley-Davidson vem perdendo muita adesão no Brasil, principalmente pela saída de modelos mais baratos nas concessionárias brasileiras.
Além disso, no início de 2020, a chegada das motos custom da marca indiana Royal Enfield iniciou uma grande rivalidade com a marca estadunidense por comercializar motocicletas com preços mais acessíveis. Hoje, as duas motos mais baratas da marca no Brasil são as Harley-Davidson Street Bob e Low Rider S, custando R$ 119.950.
A fabricante ainda não confirmou quais produtos irá apresentar para o mundo, porém a nova Sprint 440 poderá ser a porta de entrada para uma proposta com preço mais competitivo e estilo mais eficiente e urbano para os consumidores.