Europa recua e pode adiar o fim dos motores a combustão em 2035
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Europa recua e pode adiar o fim dos motores a combustão em 2035

O aumento dos preços do combustível na Europa, por conta dos conflitos no Oriente Médio, impulsionou as vendas de carros elétricos no continente. Na França, a gasolina chegou a custar cerca de € 2. Enquanto isso, as concessionárias têm registrado o maior número de vendas de eletrificados até então, subindo 48% desde janeiro.

Medidas adotadas à população

O governo francês, para lutar contra a alta de preços da gasolina e do diesel, planejou uma estratégia que beneficia os consumidores na compra de um veículo elétrico, com a expectativa de auxiliar até 50 mil pessoas de baixa renda. O caso não se isola apenas na França: a Itália também registrou uma grande porcentagem de emplacamentos de elétricos, obtendo um crescimento de 67%

“Estamos vendo os consumidores aparentemente acelerarem sua transição para veículos elétricos em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis, embora a compra de um carro normalmente reflita um compromisso de quatro a cinco anos” Yoann Taitz, especialista de Mercado da Indicata Global






Marcas favoritas no segmento

A Tesla mostrou ser a marca premium preferida entre os consumidores no segmento de carros elétricos. Porém, a chegada de modelos mais acessíveis como o Renaut Zoe e o BMW i3 apresentam procura gradativa no mercado.  Além disso, a venda de veículos elétricos chineses, que vinha sendo impedido pelo mercado europeu desde outubro de 2024 com o pacote antidumping, apresentou uma alta no primeiro trimestre de 2026 de 170%.

Mercado europeu 

A União Europeia afirmou em dezembro do ano passado que pretende, até 2035, suspender a proibição efetiva de carros com motor à combustão, cedendo à pressão das fabricantes que andam enfrentando uma grande rivalidade com marcas asiáticas, além de altas taxas de importação implantadas pelos EUA.

Para a consultoria Indicata Global, mesmo os números sendo significativos para o mercado, tendo um aumento de quase 30% no registro de veículos movidos à bateria em relação ao ano anterior, não é possível afirmar que esta mudança na escolha dos consumidores será à longo prazo, principalmente se o preço do petróleo sofrer alguma baixa. 


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