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A Honda Biz 125 pode ser a companheira dos motociclistas iniciantes. Confira como se comporta o cub que parte de R$ 7.390

A Honda Biz 125 difere do scooter por utilizar corrente na transmissão secundária
Gabriel Marazzi
A Honda Biz 125 difere do scooter por utilizar corrente na transmissão secundária

Fazia tempo que eu não pilotava uma Honda Biz. Modelo essencialmente urbano, uma Honda Biz não é um scooter nem uma motocicleta, mas sim um cub (Category Upper Basic – ou categoria básica superior). É como se fosse um ciclomotor, básico, que evoluiu, superior. A diferença fundamental entre um cub e um scooter, que com rodas grandes estes podem ser confundidos, é que o cub tem corrente, coroa e pinhão, enquanto o scooter tem a transmissão do tipo CVT acoplada diretamente na roda traseira.

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 Como eu ia dizendo, fazia muito tempo que eu não pilotava uma Honda Biz. Sua particularidade é ter um câmbio convencional de quatro marchas, com mudanças com o pé esquerdo, com embreagem automática, sem a manete esquerda no guidão. Só que esse câmbio não é assim tão convencional, já que suas marchas são do tipo “tudo para baixo”, bem diferente do que estamos acostumados, “primeira para baixo e o resto para cima”. E mais, é rotativo, ou seja, depois que engatamos todas as marchas sequencialmente até a quarta, basta dar mais um toque para baixo, com a moto completamente parada, para voltar ao neutro. Isso ajuda bastante no trânsito, quando paramos em quarta e não precisamos ficar voltando todas as marchas para cima.

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 Mas como eu já disse, fazia muito tempo que eu não pilotava uma Biz. Isso significa que, como já se poderia prever, nas primeiras horas de pilotagem eu errei tudo! A primeira marcha para baixo até que é igual às outras, mas ao tentar engatar a segunda marcha para cima, o neutro causa uma vergonhosa acelerada no vazio. E toca procurar a segunda, passando novamente pela primeira.

Mais peculiaridades da Biz

 A Honda Biz não é a primeira motocicleta da Honda a ter câmbio “tudo para baixo”. A CG de 1976, a primeira, tinha esse tipo de câmbio e muita gente foi pro chão por causa dele. No afã de trocar marchas ascendentes rapidamente, em uma pilotagem mais agressiva, imagine esticar a segunda em uma curva e, sem querer, engatar a primeira em vez da terceira. É tombo certo. Vi muito isso nos anos 70.

 Mas isso não acontece com a Biz, uma vez que é um modelo urbano e muito eficiente no uso diário. Esse câmbio é muito bom depois que se acostuma com ele. A primeira vez que experimentei um câmbio igual foi em 1973, meu pai tinha uma loja de Kawasaki em seu posto de gasolina e eu “roubava” uma 125 quatro tempos. O câmbio era rotativo de quatro marchas para baixo, mas a embreagem era normal, com manete. A Biz tem um sistema que não deixa o neutro entrar com a moto em movimento, já aquela Kawa passava de quarta para neutro mesmo antes da parada. Era preciso tomar cuidado. A embreagem automática da Biz também é um comodidade, ótima para iniciantes, mas eu prefiro ter o comando no meu controle. Depois de se acostumar com o câmbio, a Biz fica “na mão”.

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 A grande vantagem da Honda Biz é ser menor e mais leve do que uma motocicleta de mesma cilindrada, e logicamente mais barata também. Apesar disso, ela é confortável e tem bastante força para o uso urbano. Até o garupa vai bem na Biz. Embaixo do banco, há um espaço para acomodar um capacete de dimensões normais.

 A Honda Biz 125 tem motor monocilíndrico flex de 124,9 cm 3 de cilindrada, com potência de 9,2 cv. O preço da Honda Biz 125 é de R$ 9.120. Há uma versão da Biz com motor de 110 cm 3 de 8,3 cv e freio dianteiro a tambor que custa um pouco menos, R$ 7.390.

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