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A nova Monster 797 passa a ser a porta de entrada do mundo Ducati

A Ducati Monster 797 é bela e tem ótima ergonomia para pilotagem urbana
Guilherme Marazzi
A Ducati Monster 797 é bela e tem ótima ergonomia para pilotagem urbana

A Ducati Monster reflete a história da fabricante. A marca acompanha minha história motociclística por quase toda vida. Ainda nos anos 60, eu era garupa assíduo da Ducati 250 Mk3 do meu pai, de preferência nas curvas de asfalto novo da ainda inóspita Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. A moto era compacta porém valente, usada em competições e, por causa disso, desprovida das pedaleiras para o garupa. Vez ou outra lá ia meus sapatos pro beleléu, de tanto raspar no asfalto.

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Mas o que dizer de uma motocicleta que tem esse nome? “Monstro”, no caso da Ducati Monster 797 , certamente é uma designação favorável, tal qual nós chamamos nossas bandas preferidas de “monstros do rock”.

O que a nova integrante da família Monster tem a oferecer, no entanto, é a possibilidade de entrar nesse mundo com menor investimento. Enquanto a Ducati Monster 1200S, que  mostrei aqui no fim do ano passado também como novidade, custa R$ 61.900, a Monster 797, que mantém a aparência musculosa da irmã maior, custa R$ 39.900, ou seja, 35% a menos. Visto de outra forma, a 1200S custa 55% a mais que a 797. A pergunta é: vale a diferença de R$ 22.000, para mais ou para menos?

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Para custar tanto assim a menos e se tornar o modelo de entrada da marca, a Ducati Monster 797 faz uma série de concessões, em relação à 1200S. Mantém a suspensão dianteira de garfo invertido, da marca Kayaba, mas sem qualquer regulagem. Na suspensão traseira Sachs, apenas regulagem de carga da mola.

Eletrônica

O cluster digital é prático de ver, com as luzers-espia organizadas e boa didática no painel
Divulgação
O cluster digital é prático de ver, com as luzers-espia organizadas e boa didática no painel

Nada de eletrônica para a Monster 797, apenas o ABS obrigatório, não desligável. Já a 1200S tem de tudo, desde controle de tração com vários modos de pilotagem até anti-wheeling e quick shift. O painel de instrumentos da 797 é bastante simplificado, de LCD monocromático, não tem nem marcador de nível de combustível (uma luz amarela acende na reserva). Mas é extremamente fácil de compreender e precisa.

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Mas está no motor a grande diferença entre as duas Monster: a 797 tem o mesmo motor bicilíndrico em “L” (ou em “V” a 90º) da linha Scrambler, o Desmodue de 803 cm3 e duas válvulas refrigerado a ar, com potência de 75 cv e torque de 7,0 kgfm. O motor da 1200S é o Testastretta 11º de 1.198 cm3 de cilindrada, 8 válvulas e refrigerado a água, com potência de 150 cv e torque de 12,9 kgfm.

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A Ducati Monster 797 é montada em Manaus, AM, e está disponível na cor branco perolizado, com rodas vermelhas, e vermelho, com rodas pretas. Em ambos os casos o quadro de aço aparente de treliça é vermelho. Suas principais concorrentes são a Triumph Street Triple S, a Yamaha MT-09 e a Kawasaki Z900.

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