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Modelo ganha em esportividade e facilidade de pilotagem. Confira mais detalhes sobre o que achamos do moto da marca japonesa

A Kawasaki Ninja 400 se mostrou extremamente ágil em aceleração, frenagem e curvas
Gustavo Epifanio/Divulgação
A Kawasaki Ninja 400 se mostrou extremamente ágil em aceleração, frenagem e curvas

Antes mesmo de experimentar a Kawasaki Ninja 400, os números apresentados na coletiva de imprensa já me passaram a quase exata ideia de como se comportaria a nova motocicleta na pista. A cilindrada de 399 cm 3 , 35 % mais do que os 296 cm 3 da Ninja 300, e seu consequente torque de 3,9 kgfm, 40 % mais do que os 2,8 kgfm da sua antecessora, anteviam que seria possível retomar velocidade depois de curvas com muito mais rapidez, sem ter que apelar tanto para reduções de marchas.

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Não necessariamente a maior cilindrada teria aumento significativo na potência, mas, para manter a esportividade do modelo, os 48 cv do totalmente novo motor, 23 % mais do que os 39 cv da Kawasaki Ninja 300, ainda são obtidos lá em cimas nas mais altas rotações. Na Ninja 300, a rotação de potência máxima – 11.000 rpm –, era quase obrigatória para uma volta rápida perfeita, o que na nova motocicleta acontece 1.000 rotações antes, às 10.000 rpm. Sim, continuamos a acelerar até o limite anterior, mas não é assim tão necessário. O resultado é uma maior facilidade de pilotagem, no que diz respeito à elasticidade do motor.

Os bons atributos da Kawasaki Ninja 400, no entanto, não são só esses. A começar pelo totalmente novo quadro de treliça de aço (antes era do tipo diamante), inspirado na estrutura da Kawasaki H2, seu menor peso ajudou a motocicleta a perder 4 kg, passando de 172 kg para 168 kg, em ordem de marcha, ou seja, com os reservatórios de líquidos cheios.

A Kawasaki Ninja 300 já contava com uma ótima estabilidade dinâmica, mas algumas alterações estruturais e geométricas melhoraram ainda mais a nova motocicleta nesse quesito. Os amortecedores da suspensão dianteira passaram de 37 mm de diâmetro para 41 mm, com cáster passando de 27º para 24,7º, o que deixou a motocicleta ainda mais ágil. E a distância entre- eixos foi reduzida de 1.405 mm para 1.370 mm. Ou seja, muito, muito mais esportiva.

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A capacidade de frenagem também foi melhorada, pois a Ninja 400 agora tem disco dianteiro de 310 mm de diâmetro, o mesmo tamanho do disco dianteiro da Kawasaki Ninja ZX-14R (antes era de 290 mm). Só a capacidade do tanque é que diminuiu: passou de 17 litros para 14 litros. Tudo isso foi me passado antecipadamente em teoria, e tomando essas informações, era fácil prever que a nova motocicleta teria ficado realmente muito melhor que a antecessora. Mas quem é que não iria querer tirar a prova em uma pista?

Uma divertida Kawasaki Ninja

Kawasaki Ninja 400 faz manobras com rapidez e tem um acerto do conjunto mecânico e estrutural que agrada
Divulgação
Kawasaki Ninja 400 faz manobras com rapidez e tem um acerto do conjunto mecânico e estrutural que agrada

Realmente a motocicleta melhorou muito. Acelera mais rapidamente, retoma velocidade depois das curvas com maior facilidade, mantém a trajetória exata conforme a intenção do piloto e freia perfeitamente, sem qualquer oscilação. O ABS é de série. Em uma comparação mais direta com a Ninja 300, a Ninja 400 permite uma pilotagem próxima do limite com maior tranquilidade.

Depois de bastante diversão na pista, só aí é que fui reparar nas alterações visuais. O painel de instrumentos é novo, agora igual ao da Ninja 650, mantendo o grande conta-giros analógico como principal destaque. E o visual geral da moto, que também é inspirado na H2, passa a impressão de se tratar de uma motocicleta de maior cilindrada.

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A nova Kawasaki Ninja 400 vai estar disponível para venda a partir da segunda quinzena de setembro com preço de R$ 23.990, nas cores verde e preta. A versão Ninja 400 KRT, que tem pintura verde com grafismo especial, custa um pouco mais, R$ 24.990. 

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