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Sedã já vinha com injeção eletrônica de combustível e contava com vários itens exclusivos, como as rodas BBS, o bancos Recaro e o aerofólio na traseira

Atualmente o brasileiro com uma boa quantia de dinheiro no banco tem muitas opções de compra quando deseja trocar de carro. Desde a chegada dos importados, vale ressaltar, as possibilidades de escolha foram aumentando ano a ano, com grande variedade de modelos e versões diferentes, como o VW Santana Executivo.

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 Quem viveu na década de 80 sabe com perfeição o significado da palavra exclusividade. Naquele período, ainda com as importações fechadas, os modelos de fora vinham apenas através de consulados e embaixadas e a indústria nacional oferecia algo diferente e bem caro.  O Santana Executivo causou um verdadeiro "frisson" – uma boa palavra de época – no mercado. Ele transpirava exclusividade com algumas opções de cores, incluindo o vinho, além das rodas BBS, com escolha do miolo cinza ou dourado, numa tentativa de contar o apelo de alguns importados que estavam chegando ao Brasil.

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 Externamente, o carro ainda trazia grade com desenho exclusivo e um discreto aerofólio com brake light integrado. Um luxo. Os bancos eram da Recaro e podiam ser revestidos de couro. O toque de requinte era dado pelo câmbio automático, naquela época nem tão desejado como hoje, já que tinha apenas três marchas para frente. Por isso, a preferência era pela caixa manual de cinco marchas. 

Motor do Gol GTI

VW Santana Executivo podia ter rodas BBS douradas ou prateadas, conforme o gosto do freguês
Renato Bellote/iG
VW Santana Executivo podia ter rodas BBS douradas ou prateadas, conforme o gosto do freguês

 Sob o capô o confiável motor de AP 2000, com injeção eletrônica multiponto, que gera 120 cv. Era o mesmo propulsor do Gol GTi, que foi o primeiro carro nacional com esse recurso, apresentado no Salão do Automóvel de 1988. Com o 2.0 do GTI,  bom desempenho do Santana Executivo estava garantido, embora tivesse sofrido com a chegada de rivais importados com tecnologia bem mais avançada.

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 Falando nisso foi difícil encontrar um exemplar como esse da matéria. Demorei alguns anos para descobrir a raridade. Se fosse europeu certamente poderia ser chamado de youngtimer, sem sombra de dúvida.

 Guiar o VW Santana Executivo com câmbio automático é uma experiência confortável. Como disse não era a opção mais procurada, mas a comodidade em um sedã médio deve ser valorizada e foi uma boa escolha do primeiro dono. Nas próximas semanas falarei de mais Volkswagen, dessa vez a bordo de versões esportivas que fizeram – e ainda fazem – muita gente sonhar. Até lá!

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