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Picape clássica chegou em uma ofensiva ante a linha 10 da Chevrolet, que já contava com 20 anos de tradição no Brasil

O segmento de picapes médias no Brasil é bastante disputado. Esse nicho surgiu por aqui em meados dos anos 90 com a chegada da S10 e também da Ranger. Naquela época, as vendas da Hilux não incomodavam as rivais norte-americanas, ao contrário de hoje, onde o modelo da Ford amarga a quarta colocação. Mas, vamos à trajetória da Ford F1000 no Brasil.

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Mas antes disso, nos anos 80, quem pensava em picapes – grandes, naquele período – escolhia entre duas opções que tinham pontos parecidos e alguns diferentes. A linha F (do Ford F1000 ) e a linha 10 da Chevrolet, depois substituída pela linha 20, eram os sonhos de consumo de quem podia pagar caro por uma delas.

A Ford não estava de brincadeira

Ford F1000: exemplar totalmente original, inclusive com detalhes como as calotas centrais cromadas
Renato Bellote/iG
Ford F1000: exemplar totalmente original, inclusive com detalhes como as calotas centrais cromadas

A história da série F começou no final da década de 40. Naquele tempo as picapes precisavam ser resistentes e extremamente confiáveis para dar conta do trabalho pesado tanto na cidade quanto no campo. E logo ela provou ser uma pedra no sapato da Chevrolet, que já tinha duas décadas à frente no segmento.

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Dando um salto no tempo, chegamos ao exemplar da matéria, que esbanja originalidade. Aliás, vale salientar que é um caso excepcional entre caminhonetes, especialmente naquela época, onde a utilização principal era, sem sombra de dúvida, no trabalho diário. Poucas sobreviveram a este período sem as marcas do tempo.

No caso da F1000 que aparece na reportagem, o primeiro dono havia comprado e utilizava somente para uso urbano. Por essa razão, a picape permaneceu protegida e longe do trabalho pesado. Com o falecimento precoce do proprietário, o carro permaneceu um período com a família até chegar às mãos do atual colecionador que também possui outros exemplares.

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Dirigir a picape é uma tarefa prazerosa. O motor MWM, de 3,9 litros e 86 cv tem um comportamento interessante. Ele esquenta e libera a tradicional fumaça juntamente com o cheiro característico do diesel. Isso realmente me lembrou da infância, quando andei bastante em uma F1000 que pertencia a um tio muito próximo.

O Ford F1000 permaneceu no mercado até o final dos anos 90, quando foi substituída pela F250. Essa certamente merece uma matéria própria. Depois disso, infelizmente, as marcas apostaram apenas nas picapes médias, deixando órfãos os fãs das grandes, reconhecidas pelo trabalho e também pela capacidade de proporcionar bons momentos na hora do lazer. Até a semana que vem!

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