Emoções não faltaram em Cascavel para Bruno (nº 44), que sai  em primeiro na segunda corrida e terminou em sétimo
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Emoções não faltaram em Cascavel para Bruno (nº 44), que sai em primeiro na segunda corrida e terminou em sétimo

Vida de piloto é assim, uma montanha russa de emoções. Num dia você está lá em cima, no outro, vai lá para baixo. Foi assim que me senti na rodada dupla da Stock Car no Velocitta, em junho. Cheguei lá na vice-liderança do campeonato, disposto a dar tudo para me manter entre os primeiros. Mas não aconteceu nada do que eu esperava.

A terceira etapa, com treinos, classificação e duas corridas , no sábado, foi uma dureza. Acabei com o carro capengando de tanto tomar toques na segunda corrida, que sempre é muito mais disputada do que a primeira, com todo mundo disposto a se arriscar bastante.

Caí para terceiro no campeonato , mas só a um ponto do segundo lugar, e fui dormir confiante de que no dia seguinte poderia tentar voltar para a vice-liderança, ou me manter em terceiro.

Mas piloto depende de carro, e o meu me deixou na mão na quarta etapa, que não disputamos no domingo. Até larguei na primeira corrida , mas no meio da segunda volta ficou evidente que não iria dar para continuar e tive que abandonar a pista .

O equipamento é determinante na vida de piloto. Isso quer dizer que várias partes dele têm que estar funcionando à perfeição, do motor ao sistema elétrico . Por isso que a gente fala que vencer corrida depende de muitos detalhes. E às vezes, dependendo das circunstâncias, acontece não estar. E lá fui eu para a décima posição no campeonato.

A parte boa da montanha russa é que depois da descida vem a subida. E fui à luta para me recuperar no campeonato na quinta etapa , agora em julho, em Cascavel, uma pista onde a gente anda a maior parte do tempo com o pé lá embaixo, e onde no fim do ano passado larguei na pole position e venci a primeira corrida da última etapa.

Disputas nas duas corridas de Cascavel não faltaram para o jovem piloto, de 24 anos
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Disputas nas duas corridas de Cascavel não faltaram para o jovem piloto, de 24 anos

Mas se naquela estava um calor lascado, nesta as temperaturas estavam mais amenas, o que já implica um acerto diferente do carro . E o asfalto estava bem piorado, o que interfere tanto na aerodinâmica , porque a gente tem que suspender o chassi um pouco mais, para não bater em bumps em parte da pista, quanto interfere na performance de um item essencial para chegar na frente: os pneus. Ainda mais lá, onde a maioria das curvas é para a esquerda, e os pneus do lado direito sofrem mais.

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Larguei da 13ª posição com a meta de acabar na décima, para, com a inversão das dez primeiras posições do resultado na formação do grid da segunda corrida, largar na pole position. E tive que lutar muito para isso. Passei metade da corrida digladiando com o Felipe Lapenna , que queria a mesma coisa que eu, claro.

Entrei e saí da décima posição várias vezes, e acabei terminando nela, não posso negar que com a ajuda da sorte, pois já perto do fim a bomba de combustível do carro do Ricardo Maurício quebrou – não falei que falhas de equipamentos acontecem com todo mundo?

Bruno Baptista continua forme da disputa pela liderança no campeonato de Stock Car em 2021
Fotos Hyset (Racing) e Divulgação
Bruno Baptista continua forme da disputa pela liderança no campeonato de Stock Car em 2021

E também tive a ajuda de um pit stop rápido, só para trocar um pneu e botar um pouco de combustível. Mas isso sempre tem seu preço cobrado na segunda corrida. Larguei da pole position , mas tive que fazer um pit stop mais longo, para completar o combustível, e mesmo trocando mais um pneu , no conjunto os meus pneus estavam mais desgastados do que o de muitos outros.

Foi uma batalha do começo ao fim, em uma das corridas mais difíceis da minha vida toda. Acho que nunca enfrentei pressão de tantos pilotos diferentes em uma só prova. O que só comprova que a Stock Car é mesmo uma categoria altamente competitiva , com excelentes pilotos e ótimas equipes.

Não acabei no pódio , como queria, fiquei em sétimo lugar, mas valorizei os 25 pontos que conseguimos marcar na etapa e me levaram para o nono lugar no campeonato.

Do céu para o inferno a queda é rápida. Já a subida da ladeira da recuperação , nem tanto. Tem que ter paciência e trabalhar com afinco para perseguir bons resultados corrida a corrida. Mas vida de piloto é assim. E estamos aí para o que der e vier!

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