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SUV da Jeep caiu no gosto dos frotistas, que já representam 40% das vendas

Jeep Compass: um salto em maio, terceira posição no ranking de vendas diretas e 12% de participação no mercado de SUVs
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Jeep Compass: um salto em maio, terceira posição no ranking de vendas diretas e 12% de participação no mercado de SUVs

O ano começou bem, mas o ambiente político e a pouca consistência da recuperação econômica deixam muitas dúvidas para os negócios na indústria automobilística. Maio não foi exatamente um grande mês. Apesar de os números apontarem crescimento no acumulado de cinco meses, o maio amarelo foi mesmo de alerta. Quase todos os carros perderam vendas e só o Jeep Compass brilhou. Mesmo assim, o SUV da FCA precisou cair nas graças dos frotistas para conseguir dar um grande salto nos emplacamentos.

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Se você olhar os números do Jeep Compass vai achar que todo mundo está correndo às revendas da Jeep para comprar um. Afinal, foram 5.559 emplacamentos no mês, o que colocou o Compass na sexta posição, à frente do Chevrolet Prisma. Mais do que isso: foi um salto superior a 20% em relação a abril. Para se ter uma ideia do grande desempenho do Compass, ele ficou à frente até das picapes da Fiat, Strada e Toro, consideradas duas “vacas leiteiras” dentro da FCA. Porém, no varejo (vendas feitas nas concessionárias), a Compass ocupou apenas a 17ª posição.

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Jeep Renegade: depois de ofuscado pelo HR-V e pelo Compass, foi o SUV mais vendido de agosto, com 4.576 unidades
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Jeep Renegade: depois de ofuscado pelo HR-V e pelo Compass, foi o SUV mais vendido de agosto, com 4.576 unidades

Quem proporcionou o brilho do Compass e salvou a pátria da indústria automobilística foram as vendas diretas, ou seja, os frotistas. Dos 5.559 Compass emplacados, nada menos de 3.313 foram vendidos para esse nicho. Na verdade, a Jeep fez uma grande oferta nesse segmento, pois também o Renegade obteve um número expressivo (3.223 vendas diretas). O mais preocupante de tudo isso é que os frotistas são cada vez mais importantes nos negócios automotivos, pois já representam 38,9% das vendas (e em maio esse número foi de 40,9%). Nas vendas diretas, o Compass ocupou a terceira posição.

Compass puxa a fila dos SUVs

EcoSport: SUV da Ford teve uma pequena melhora nas vendas e ficou acima das 3,2 mil unidades
Renato Maia/iG
EcoSport: SUV da Ford teve uma pequena melhora nas vendas e ficou acima das 3,2 mil unidades

Entre os dez carros mais vendidos no Brasil, só o Jeep Compass e o Volkswagen Gol conseguiram crescer em maio. Mas a subida do Gol foi ínfima, de apenas 333 carros. Aliás, considerando hatches e sedãs, além do Gol, só o Virtus – outro Volkswagen, mas ainda uma novidade – conseguiu crescer, passando de 3.862 para 4.271. Fora isso, só alguns SUVs conseguiram ir no rastro do Compass. Foram eles: Honda HR-V, Hyundai Creta, Ford EcoSport, Renault Captur e Toyota SW4. Mesmo assim, todos com números baixos – a subida mais expressiva dessa turma foi a do EcoSport, com 340 carros. Pouco, considerando que a alta do Compass foi de 953 carros.

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De qualquer forma, decorridos cinco meses de vendas fechadas de 2018, fica cristalina a sempre crescente importância dos SUVs. Essa categoria foi de 22,8% em abril para 25,2% em maio, enquanto os hatches pequenos, segundo a Fenabrave, caíram de 28,2% para 27,1%. No acumulado, os hatches têm uma liderança mais folgada contra os SUVs, de 28,0% contra 24,2%.

VW Virtus: entre os carros recém-lançados, foi o único que cresceu nas vendas em maio, passando de 3,8 mil para 4,2 mil
Renato Maia/iG
VW Virtus: entre os carros recém-lançados, foi o único que cresceu nas vendas em maio, passando de 3,8 mil para 4,2 mil

Com o bom mês de maio, o Jeep Compass já passou de 23,1 mil unidades vendidas este ano, o que lhe dá ótimos 12% da fatia de sua categoria. E a Jeep rompeu a barreira dos 10 mil carros por três unidades, chegando a 6,1% de participação no mercado. É muito provável que outras marcas mirem o nicho de vendas diretas depois das mais de 6,5 mil vendas que a Jeep realizou em apenas um mês. Resta saber se os frotistas ainda seguirão comprando carros no mesmo ritmo nos próximos meses, quando teremos Copa do Mundo e eleições presidenciais.

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