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Vendido por R$ 70.500, Nissan Kicks S, com caixa manual de cinco marchas, agrada durante as primeiras impressões ao dirigir

 Nissan Kicks S manual tem bom desempenho dinâmico, embora seja menos econômico do que o CVT
Nicolas Tavares/iG Carros
Nissan Kicks S manual tem bom desempenho dinâmico, embora seja menos econômico do que o CVT

Desde que estreou, em agosto de 2016, o Nissan Kicks vem em um ritmo de vendas que surpreendeu até mesmo a fabricante. Só faltava virar nacional, para assim contar com mais versões na lojas e não ter que lidar com as cotas de importação do México. Finalmente começou a ser produzido em Resende (RJ) e já está nas concessionárias. Aproveitamos o momento para andar no Nissan Kicks S, a versão mais em conta da linha e a única com câmbio manual.

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Por R$ 70.500, o Nissan Kicks S vem com uma lista mais modesta de equipamentos, mas não tanto quando poderíamos esperar de uma versão de entrada. Conta com ar-condicionado, direção elétrica com comandos no volante, rádio com conexão Bluetooth e entrada USB, travas e vidros elétricos para as quatro portas e ancoragem ISOFIX para cadeirinhas infantis. Seu único opcional é o Pack Safety, que adiciona o módulo eletrônico que fornece controle de estabilidade e tração, e o assistente de partida em rampas, por R$ 1.200.

A motorização continha a mesma para toda a linha do Kicks, usando o 1.6,  de 114 cv  e 15,5 kgfm a 4.000 giros, tanto com gasolina quanto com etanol. Seu grande diferencial é o câmbio. Sai o CVT usado em todo o resto da linha para dar espaço ao  manual de cinco marchas, o mesma usado no March e Versa 1.6 (embora a dupla tenha menos potência).

A versão S é a única a usar calotas no lugar de rodas de liga leve - que não deixam de esconder a roda de aço por baixo
Nicolas Tavares/iG Carros
A versão S é a única a usar calotas no lugar de rodas de liga leve - que não deixam de esconder a roda de aço por baixo

Por fora, só iremos notar que é o Kicks de entrada pela ausência dos faróis de neblina e pelas rodas. Essa configuração usa pneus 16” e rodas de aço com calotas facilmente reconhecidas, não apenas por seu desenho diferente do resto da linha, mas também por não se preocupar muito em esconder o aço preto por baixo. Essas calotas estão presas por pressão, em nem ao menos encostar nos parafusos das rodas.

O Kicks de entrada perde muitos equipamentos, como a tela digital para o computador de bordo e a central multimídia
Divulgação/Nissan
O Kicks de entrada perde muitos equipamentos, como a tela digital para o computador de bordo e a central multimídia

A cabine demonstra mais a perda de equipamentos. O painel de instrumentos é mais simples, sem a tela de 7” que ocupa metade do cluster nas versões mais caras. No seu lugar, fica um conta-giros analógico e uma pequena tela para o computador de bordo, dedicado para odômetro e o medidor de consumo instantâneo. Sem a central multimídia, fica com um rádio simples, capaz de conectar com celulares via Bluetooth e tocar músicas via USB. Perde a partida por botão, usando uma chave convencional – que, pelo menos, não é a mesma usada em March e Versa, de desenho simples.

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Quase um hatch

A leveza do SUV compacto ajuda a manter uma dirigibilidade bem próxima dos hatchbacks
Nicolas Tavares/iG Carros
A leveza do SUV compacto ajuda a manter uma dirigibilidade bem próxima dos hatchbacks

Um dos melhores atributos do Kicks é andar como se fosse um hatchback, mostrando a mesma estabilidade que um compacto apesar da altura e comprimento maiores. Isso fica ainda mais óbvio ao dirigir a versão manual. A caixa tem engates precisos e relativamente curtos, sem qualquer engasgo ou problemas para engatar a próxima marcha. Como tem relações mais curtas, ajuda a colocar o crossover em movimento com facilidade, aproveitando o baixo peso.

Outra vantagem é deixar o SUV na mão do motorista, agora capaz de controlar as marchas. Isso torna o Kicks mais ágil na estrada, em velocidades mais altas, já que é possível fazer as trocas quando for necessário e esticá-las nas ultrapassagens , reduzido o tempo das retomadas na comparação com as versões equipadas com câmbio CVT. 

Com engates justos e curtos, o câmbio manual deixa o Kicks muito mais divertido de guiar
Divulgação/Nissan
Com engates justos e curtos, o câmbio manual deixa o Kicks muito mais divertido de guiar

Pelo ajuste da transmissão, o Kicks S manual acaba sendo a opção para quem quer o utilitário com uma pegada mais esportiva. A própria marca diz que sua aceleração de 0 a 100 km/h é de 11 segundos, enquanto o CVT faz 12 s. Segundo o Conpet, o Kicks S manual também bebe mais. Faz 7,8 km/l na cidade e 9,0 km/l na estrada, com etanol. Se abastecido com gasolina, faz 11,1 km/l e 13,0 km/l, respectivamente. Em comparação, a versão automática registra 8,1 km/l (cidade) e 9,6 km/l (estrada), com etanol, subindo para 11,4 km/l e 13,7 km/l com gasolina no tanque.

Como dirigi em um percurso completamente plano, não tive a oportunidade de ver como o carro se comporta em declives. Porém, a primeira impressão do Nissan Kicks S manual foi muito boa e mostra como o crossover é bem acertado. Seu ponto a favor é a diferença de preço em ante o Kicks S CVT, vendido por R$ 79.200 e que ganha, além do Pack Safety, rodas de liga leve 16” e faróis de neblina – mesmo se equipar o modelo manual com o pacote opcional, ainda é R$ 7.500 mais em conta. Só faltou oferecer mais alguns equipamentos extras, para conquistar quem não gosta do desempenho de um CVT.

*Viagem a convite da Nissan

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