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Perdendo poucos itens, Nissan Kicks SV Limited tem bons argumentos. Confira a avaliação da versão intermediária do SUV que parte de R$ 84.990

Com uma diferença de R$ 7 mil, o Nissan Kicks SV Limited  tem qualidades para ser escolhido no lugar do topo de linha
Nicolas Tavares/iG Carros
Com uma diferença de R$ 7 mil, o Nissan Kicks SV Limited tem qualidades para ser escolhido no lugar do topo de linha

Quando foi lançado pela Nissan em agosto de 2016, o Kicks chegou apenas na versão topo de linha, por R$ 89.990. Desde então, o preço subiu para R$ 91.990 e ganhamos a nova configuração intermediária Nissan Kicks SV Limited . Enquanto o modelo de entrada não chega, acaba fazendo o papel de versão mais acessível do SUV, por R$ 84.990. E, no momento, faz muito mais sentido para o bolso do que o modelo mais equipado.

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O Nissan Kicks SV Limited é R$ 7 mil mais em conta do que o topo de linha SL. A diferença de preço faz com que o SUV perca alguns itens. Mas, pense bem, você precisa mesmo de bancos de couro, quatro câmeras para monitorar o perímetro do carro, ar-condicionado digital de duas zonas e acabamento de couro no painel? A única coisa que poderia fazer falta é ter mais airbags – o modelo mais equipado tem bolsas de cortina e laterais, enquanto essa versão tem só os duplos frontais.

Sem bancos de couro, o Kicks SV vem com assentos de tecido bem confortáveis e de desenho bem agradável aos olhos
Nicolas Tavares/iG Carros
Sem bancos de couro, o Kicks SV vem com assentos de tecido bem confortáveis e de desenho bem agradável aos olhos

Se você for mais exigente, pode achar que precisa de todos esses itens. Acredite, é só impressão. O acabamento de couro é substituído por plástico soft-touch, bem agradável ao toque e que não estraga o estilo da cabine. Os bancos de tecido são bem macios e confortáveis, além de ter um desenho interessante na parte interior. As câmeras extras ajudam na hora de alguém menos experiente ao volante fazer uma baliza, mas a câmera de ré básica continua disponível.

Continua bem equipado. O painel de instrumentos conta com a tela TFT de 7 polegadas. Funciona como computador de bordo, mostrando informações como consumo. Pode apresentar também dados do sistema multimídia e, se não quiser nada disso, há a opção do conta-giros do mesmo tamanho e formato que o velocímetro. Não chega a ser impressionante quanto o painel digital da Audi, porém é bom o suficiente considerando o custo do carro.

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Vem com partida por botão, ar-condicionado automático, acendimento automático dos faróis, rodas de liga leve 17”, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, direção elétrica com ajuste de altura e profundidade, vidros elétricos, retrovisores com ajustes elétricos e setas integradas de LED, faróis dianteiros com assinatura em LED e central multimídia NissanConnect com tela sensível ao toque de 7 polegadas.

Na parte mecânica, a diferença entre as versões SV Limited e SL é nula. Ambos usam o mesmo 1.6 de 114 cv e 15,9 kgfm a 4.000 rpm, tanto com gasolina quanto com etanol. O câmbio é o Xtronic CVT, já que o modelo com câmbio manual só vai pintar na configuração de entrada, previsto apenas para abril, quando a produção nacional na fábrica em Resende (RJ) for iniciada.

Feito para cidade

Já que a parte mecânica não muda, o Nissan Kicks SV Limited é exatamente o mesmo que o SL na hora de dirigir. É um SUV que serve como boa opção para quem vai ficar na cidade. Pesando 1.133 kg (9 kg a menos que o SL), os 114 cv são suficientes para andar bem no meio urbano, mesmo com o veículo mais carregado. O câmbio CVT é bem calibrado para dar conforto sem prejudicar o motor em baixa velocidade.

Pena que o mesmo não pode ser dito quando vamos para a estrada. Se estiver sozinho ou com um passageiro, o Kicks não deve tanto assim, exigindo apenas um pouco mais de paciência em retomadas e ultrapassagens. Com o SUV carregado, a coisa muda completamente e o 1.6 não tem fôlego o suficiente para manter uma pegada mais esportiva. 

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O câmbio CVT  tem um sistema chamado D-Step, que simula trocas de marchas quando pisamos fundo. Não é tão perceptível assim, ainda funcionando como se fosse um CVT normal. Como todo carro com esse câmbio, mostra nível de ruído acima do ideal quando aceleramos ao máximo, embora o desempenho não acompanhe toda a gritaria do motor. Há um botão escondido na parte de traz da manopla do câmbio que liga o modo Sport, mantendo as rotações mais altas. Na prática, ajuda pouco.

A leveza tem seus efeitos. Em algumas curvas, se acelerar um pouco mais, é possível notar que o controle de estabilidade está segurando o carro. Em alta velocidade na estrada, acaba balançando muito por causa do vento, principalmente se um caminhão passa ao lado – mesma coisa que sentimos em compactos bem menores e mais leves, como Fiat Mobi e Volkswagen Up!

A leveza ajuda o Kicks a andar bem na cidade, mas o 1.6 de 114 cv é insuficiente com o SUV carregado na estrada
Nicolas Tavares/iG Carros
A leveza ajuda o Kicks a andar bem na cidade, mas o 1.6 de 114 cv é insuficiente com o SUV carregado na estrada

Há muito espaço para os ocupantes. Com 2,62 metros de entre-eixos e 4,29 de comprimento, o  SUV consegue deixar todo mundo bem confortável e ainda ter um porta-malas de 432 litros, uma média aceitável dentro do segmento dos SUVs compactos. A suspensão bem calibrada ajuda muito no conforto, capaz de absorver as irregularidades da via sem deixar a carroceria balançar demais.

Graças ao câmbio CVT e à leveza do carro, o Kicks tem um bom nível de consumo de combustível. Faz 13,7 km/l na estrada e 11,4 km/l na cidade, com gasolina, mantendo uma média de 12,3 km/l. Se abastecido com etanol, rende 9,6 km/l e 81,1 km/l, respectivamente, marcando 8,7 km/l no consumo combinado, segundo o programa de etiquetagem do Conpet-Inmetro. Como comparação, o Honda HR-V , com seu 1.8 e câmbio CVT, tem uma média de 11,2 km/l no consumo combinado com gasolina.

Depois de andar mais no Nissan Kicks SV Limited , ficou claro que essa é a versão ideal do utilitário compacto japonês. Mais em conta, perdeu poucos itens de importância e manteve o bom pacote de equipamentos – só os airbags extras fariam falta em caso de acidente. Está interessado em um Kicks? Considere o modelo intermediário, pode ser um bom negócio e vai economizar R$ 7 mil.

Ficha Técnica

Preço: R$ 84.990

Motor: 1.6, quatro cilindros, flex

Potência: 114 cv a 5.750 rpm

Torque: 15,9 kgfm a partir de 4.000 rpm

Transmissão: Automático, do tipo CVT tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira) / eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 205/55 R17

Dimensões: 4,29 m (comprimento) / 1,76 m (largura) / 1,59 m (altura), 2,61 m (entre-eixos)

Tanque : 41 litros

Consumo: 11,4 km/l (cidade) /13,7 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 12 segundos

Vel. Max: 175 km/h

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