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Por R$ 58.990, modelo celebra 20 anos do segmento de compactos utilitários inaugurado pela antiga Fiat Palio Weekend

Fiat Argo Trekking
Cauê Lira/iG Carros
Os novos detalhes estéticos do Fiat Argo Trekking foram inspirados em aventureiros, como Compass e Renegade

A Fiat praticamente inaugurou a categoria dos compactos aventureiros no Brasil. No já longínquo ano de 1999, a Palio Weekend Adventure chegou às concessionárias, abusando de uma proposta completamente diferente do que estávamos acostumados até então. Nos anos seguintes, todas as marcas entraram de cabeça na ideia, lançando produtos como CrossFox, Sandero Stepway e HB20X. Hoje, conheceremos mais um capítulo dessa história: o novo Fiat Argo Trekking.

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Não é difícil gostar do design do pequeno aventureiro. Os adesivos escuros no capô foram inspirados no Jeep Compass, além de rack de teto, adesivos nas laterais e inserções plásticas na caixa de roda. Os pneus do Fiat Argo Trekking são do tipo ATR, de uso misto, mostrando que ele quer ser mais que um simples “compacto fake”.

Ao longo de todos esses anos, nos deparamos com alguns desse tipo. Suas fabricantes simplesmente erguiam a suspensão, adicionavam alguns apliques plásticos e… voilà , estava pronto o seu aventureiro. A Fiat decidiu pensar diferente, utilizando muito da expertise proveniente da Jeep, sua marca irmã.

A suspensão do Argo Trekking tem novas molas e amortecedores. Além de acrescentar robustez ao projeto, ele também ostenta o bom vão livre do solo de 210 mm (o maior da categoria, ante 205 mm do Stepway e 190 mm do HB20X ).

De série, o modelo traz LEDs diurnos, central multimídia UConnect de sete polegadas, faróis de neblina, retrovisores elétricos e sensor de estacionamento. Rodas de liga leve e câmera de ré entram como os únicos opcionais.

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Por dentro, os plásticos ganham acabamento escurecido. Me lembrou bastante a antiga linha Blackmotion, que compunha a gama da dupla Punto e Bravo. O logo da Fiat também foi pintado de preto no volante multifuncional, seguindo o exemplo da Toro Blackjack. Este detalhe está bem em alta, uma vez que a Chevrolet também foi seduzida pelo lado negro da força nos modelos da linha Midnight e Black Bow Tie.

Apesar dos rumores, a marca investiu no melhor conjunto mecânico da linha Argo. Nada de câmbio automatizado, nem motorização 1.8 e.TorQ. O aventureiro Trekking chegará às lojas com motor 1.3 Firefly e o bom câmbio manual de cinco velocidades. Este conjunto já foi muito elogiado por este que vos escreve no iG Carros em sua versão Drive, e você pode conferir a avaliação no link abaixo.

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Aventureiro de verdade

Argo Trekking
Divulgação
Um dos destaques do Fiat Argo Trekking é a ótima central multimídia, com compatibilidade e pareamento de celulares

Nosso trajeto foi composto por um curto trecho de 15 km, sendo que os últimos quatro foram feitos na terra. De cara, o Argo reafirma os motivos da versão 1.3 Drive com câmbio manual ser a mais madura. A trambulação é macia e as marchas estão muito bem escalonadas. O acelerador também não nega potência quando é provocado. São 109 cv de potência disponíveis a 6.250 rpm e 14,9 kgfm de torque. Combine isso ao baixo peso de 1.130 kg e teremos um dos hatches mais espertinhos da categoria, acelerando de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos.

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Dessa forma, não tive medo de reduzir as marchas e ultrapassar os veículos à minha frente. O bom conjunto mecânico também se mostrou muito eficaz na terra. Apesar de não contar com controle de estabilidade e tração, os pneus graúdos serviram bem para o pequeno trajeto. Mesmo com cascalho e areia na pista, o Fiat Argo não escorregou.

O Argo também se destaca pelo espaço interno. Com o banco dianteiro regulado para mim - com 1,84 metro de altura - me acomodei bem no assento traseiro. Os meniscos de quem vai no meio, entretanto, sofrerão com o espaço para os joelhos. Com 300 litros de capacidade no porta-malas, não há muita dificuldade para colocar a bagagem. Mas fica difícil imaginar que o compartimento levará as malas de uma família de quatro integrantes sem aperto.

O Fiat Argo Trekking pretende atingir um público mais aventureiro e descolado. Nas raras vezes em que será colocado na terra por um proprietário mais urbano, dará conta do recado. Partindo de R$ 58.990, pode passar dos R$ 60 mil com os opcionais.

Motor: 1.3, quatro cilindros, flex
Potência: 109 cv (E) / 101 cv (G) a 6.250 rpm
Torque: 14,2 kgfm (E) / 13,7 kgfm (G) a 3.500 rpm
Transmissão: manual, cinco marchas , tração dianteira
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)
Pneus: 175/65 R14
Dimensões: 3,99 m (comprimento) / 1,72 m (largura) / 1,50 m (altura), 2,52 m (entre-eixos)
Tanque: 48 litros
Porta-malas: 300 litros
Consumo etanol: 9,2 km/l (cidade) / 10,2 km/l (estrada)
Consumo gasolina: 12,9 km/l (cidade) / 14,3 km/l (estrada)
0 a 100 km/h: 10,8 segundos
Velocidade máxima: 184 km/h