Preço do seguro auto na Zona Leste de SP é mais caro do que no centro
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Preço do seguro auto na Zona Leste de SP é mais caro do que no centro

O preço do seguro de carro pode mudar bastante dentro da mesma cidade. Em São Paulo, motoristas da Zona Leste pagaram em maio um índice médio 70,6% maior que os segurados do Centro, segundo o IPSA + IPSM, Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian.

O levantamento mede quanto o seguro representa sobre o valor do veículo. Na prática, se um carro vale R$ 50 mil e o índice é de 4%, o seguro estimado seria de R$ 2 mil. Isso permite comparar regiões e perfis mesmo quando os veículos têm preços diferentes.

Na capital paulista, a Zona Leste registrou índice de 5,8% no seguro auto, o maior entre as regiões analisadas da cidade. No Centro, o percentual foi de 3,4%. A diferença ajuda a explicar por que o endereço de circulação e residência do motorista segue sendo uma das variáveis mais importantes na precificação da apólice.

A Zona Norte também apareceu entre as regiões mais caras de São Paulo, com índice de 4,7% no seguro de automóveis. Na sequência aparecem a Zona Sul, com 4,0%, e a Zona Oeste, com 3,8%.

Seguro de moto também varia por região

No caso das motos, a diferença entre as regiões da cidade foi menor, mas ainda relevante. A Zona Norte teve o maior índice, com 13,8%, seguida pela Zona Leste, com 13,7%. O Centro registrou 12,1%, enquanto a Zona Sul ficou em 12,6% e a Zona Oeste, em 11,6%.

Segundo o relatório, em São Paulo a Zona Leste pagou 70,6% a mais que o Centro no seguro de carro e 13,2% a mais no seguro de moto.

A diferença está relacionada ao risco considerado pelas seguradoras. O CEP do condutor influencia diretamente o cálculo do seguro, já que a região de circulação e residência pode concentrar diferentes índices de roubo, furto, colisão e exposição ao risco.

Grande São Paulo fica entre as mais caras

Quando o levantamento olha para as regiões metropolitanas, a Grande São Paulo aparece com índice de 4,8% no seguro auto e 11,7% no seguro de motos. O resultado coloca a região entre os maiores percentuais do país.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro lidera o ranking nacional, com 6,1% no seguro de automóveis e 12,0% no seguro de motos. Já Curitiba aparece entre as mais baratas, com 2,9% para carros e 8,0% para motos.

Em maio de 2026, a diferença entre Rio de Janeiro e Curitiba foi expressiva. Segundo o relatório, motoristas da região metropolitana fluminense pagaram 110,3% a mais no seguro de carro e 50% a mais no seguro de moto em comparação com a região metropolitana curitibana.

Seguro subiu em maio, mas ainda está menor em 12 meses

No cenário nacional, maio teve alta nos dois segmentos em relação a abril. O IPSA, índice de seguro de automóvel, passou de 4,5% para 4,6%. Já o IPSM, voltado a motos, avançou de 8,7% para 8,9%.

Apesar da alta mensal, os preços seguem abaixo do patamar de um ano antes. Em 12 meses, o seguro auto caiu de 5,4% para 4,6%, queda relativa de 14,8%. No seguro de motos, o recuo foi de 9,7% para 8,9%, baixa de 8,2%.

O relatório também mostra que o seguro de motos segue estruturalmente mais caro que o de automóveis. Em maio, a diferença entre os índices nacionais foi de 4,3 pontos percentuais.

Híbridos têm menor índice entre carros novos

O levantamento também analisou veículos com até dois anos de uso por tipo de combustível. Em maio de 2026, carros a gasolina ainda concentraram a maior parte das cotações, com 80,9% do volume total. Elétricos representaram 8,2%, híbridos chegaram a 6,2% e modelos a diesel ficaram com 4,7%.

Entre os veículos mais novos, os híbridos registraram o menor índice de seguro, com 2,6%. Os elétricos ficaram em 3,7%, ainda acima dos híbridos, mas com queda em relação aos 4,6% registrados em maio de 2025.


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