
A Renault revelou oficialmente a Niagara, nova picape intermediária que chega ao mercado brasileiro em novembro de 2026. O modelo será oferecido em quatro versões, sendo três com tração dianteira e uma 4x4, e entra para disputar espaço com Fiat Toro, Chevrolet Montana, Ford Maverick e Ram Rampage.
Produzida na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, a Niagara usa a plataforma modular RGMP, a mesma base de modelos como Kardian e Boreal. A picape faz parte de um investimento de 350 milhões de euros da Renault na unidade argentina e terá produção anual estimada entre 40 mil e 60 mil unidades.
A nova picape mede 4,94 metros de comprimento e tem cabine dupla. A caçamba oferece 938 litros de capacidade, enquanto a carga útil supera 600 kg.
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Motor 1.3 turbo flex
A Niagara estreia com o conhecido motor 1.3 turbo flex, já utilizado pela Renault em outros modelos da região.
Segundo as informações divulgadas até agora, o propulsor entrega cerca de 160 cv e poderá ser associado a dois tipos de transmissão. As versões mais simples terão câmbio manual, enquanto as configurações superiores usarão transmissão automatizada de dupla embreagem.

A Renault ainda prepara versões eletrificadas para uma segunda etapa da linha, mas a estreia comercial será concentrada nas configurações a combustão.
Quatro versões, incluindo uma 4x4
A gama brasileira terá quatro configurações.
Três delas usarão tração dianteira, enquanto a versão mais cara terá tração integral 4x4. A Renault ainda não divulgou os nomes comerciais nem a lista completa de equipamentos de cada uma.

A opção 4x4 deve ser a principal alternativa para quem pretende usar a Niagara fora do asfalto ou procura uma configuração mais próxima das versões mais caras da Fiat Toro.
A plataforma RGMP foi desenvolvida para receber diferentes sistemas de tração e motorização, incluindo soluções híbridas, o que deixa espaço para ampliar a gama depois da estreia.
Caçamba tem 938 litros
A Niagara foi projetada para atender tanto uso familiar quanto profissional.
A caçamba de 938 litros é um dos principais números do modelo e coloca a picape diretamente entre as intermediárias que tentam combinar conforto de SUV com capacidade de carga.

A carga útil fica acima de 600 kg, dependendo da configuração.
A Renault também aposta em uma cabine mais próxima à de um SUV do que à de uma picape voltada exclusivamente ao trabalho.
Interior tem duas telas
Por dentro, a Niagara adota um painel com duas telas digitais.
O quadro de instrumentos e a central multimídia ficam integrados visualmente no painel, seguindo a linguagem recente usada pela Renault.

O banco traseiro também recebeu atenção especial. Além de espaço para os ocupantes, os assentos podem ser rebatidos e liberam um compartimento adicional para objetos dentro da cabine.

A lista final de equipamentos ainda será detalhada por versão, mas a marca já confirmou uma proposta mais sofisticada que a da antiga Oroch.
Niagara fica acima da Oroch
A nova picape ocupa uma posição superior à da Oroch dentro da gama Renault.

A diferença aparece no porte, na tecnologia e no posicionamento comercial. Enquanto a Oroch atuava em uma faixa mais próxima das picapes compactas, a Niagara foi criada para entrar de vez na disputa das intermediárias.
A Renault também trabalha com uma estratégia regional mais ampla. A América Latina é uma das áreas prioritárias no plano futuREady, que prevê 14 novos modelos fora da Europa até 2030.
Produção será na Argentina
Toda a produção da Niagara será concentrada em Córdoba.
A fábrica de Santa Isabel recebeu investimentos para adaptar a linha à plataforma RGMP e terá o Brasil como um dos principais mercados de exportação.
A Renault planeja distribuir a picape por diferentes países da América Latina e do Oriente Médio a partir de 2027.





























