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Presidente da GM do Brasil, Carlos Zarlenga, fala sobre os rumos da indústria automotiva no País e se mostra confiante no futuro

Chevrolet Bolt: principal modelo elétrico da GM logo deverá ser vendido no Brasil com o novo regime automotivo
Chevrolet Bolt
Chevrolet Bolt: principal modelo elétrico da GM logo deverá ser vendido no Brasil com o novo regime automotivo

A General Motors está atenta às transformações da indústria automotiva no mundo e trabalha para se manter líder de mercado no Brasil, onde fechou 2017 com 17,6% de participação (0,4% de crescimento em relação ao ano anterior). De acordo com as palavras do presidente da GM do Brasil, Carlos Zarlenga, em entrevista para a reportagem do iG Carros, “eletrificação e autonomia é uma realidade, não mais um plano de longo prazo”. 

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Ainda conforme o executivo comentou durante o Salão de Detroit (EUA), que vai até o próximo dia 28, o evento americano mostra que várias fabricantes trabalham para que os carros elétricos e autônomos se tornem cada vez mais comuns no dia a dia e a GM tem como meta ser líder no segmento de eletrificação, inclusive no Mercosul.

Zarlenga também disse que a queda do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no Brasil ajuda e acelera o processo para se iniciar os planos de trazer o Bolt EV, o principal produto da Chevrolet nesse segmento. “Esse carro é a prova que a eletrificação chegou. Ele também cumpre a missão de ser um carro de uso diário, com preço que começa a ser acessível. Mostrar esse carro no Brasil é um plano de curto prazo”, disse o presidente da GM do Brasil.   

Carlos Zarlenga, novo presidente da GM do Brasil
Divulgação
Carlos Zarlenga, novo presidente da GM do Brasil

É claro que a chegada do Bolt EV ao Brasil depende muito dos incentivos do governo brasileiro, o que está ligado ao novo regime automotivo, conhecido como Rota 2030, que ainda está em processo de negociação e poderá entrar em vigor no final de fevereiro, de acordo com as previsões da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Pelo o que Zarlenga comentou sobre o Rota 2030 no Brasil, o importante é que exista uma definição para se saber onde investir e em que produtos. Além disso, precisa estar alinhado com o Plano Milhão da Argentina, uma vez que os dois países precisam estar integrados.

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De qualquer forma, o que o executivo da GM também afirmou é que o novo ciclo de expansão no mercado brasileiro deverá ser contínuo, sólido e durar, pelo menos, 4 anos. O Brasil é o terceiro maior mercado para a GM no mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos. 

 SUVs e conectividade

Por dentro, o Tracker com novo quadro de instrumentos e a segunda geração do sistema multimídia Mylink
Divulgação
Por dentro, o Tracker com novo quadro de instrumentos e a segunda geração do sistema multimídia Mylink

Embora a conversa com Zarlenga tenha tido como foco principal as tendências futuras, mais ligadas ao segmento de carros elétricos, o executivo não deixou de falar sobre dois outros assuntos pertinentes hoje em dia no setor automotivo: SUVs e conectividade.

Para os SUVs, o presidente da GM do Brasil falou que é o segmento que mais cresce atualmente (37% em 2017 na comparação com 2016, conforme os números da Anfavea) e que pensa em fabricar utilitários esportivos no Brasil ou Argentina.

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E depois do sucesso com o sistema multimídia Mylink, a GM vai implantar tecnologia 4G nos seus carros no Brasil para ter internet sem fio dentro dos seus próximos lançamentos. Além disso, em menos de dois anos haverá uma renovação de produtos. E adotar novos motores, de três cilindros, é uma possibilidade.

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