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Criado para a Europa, motor 1.3 turbo da Renault chega por aqui dentro de dois anos. Saiba mais sobre a novidade e os planos da marca no País

O novo 1.3 turbo, da Renault, irá aposentar o atual 2.0 de 148 cv, equipando Captur e Duster
Divulgação
O novo 1.3 turbo, da Renault, irá aposentar o atual 2.0 de 148 cv, equipando Captur e Duster

A renovação na linha de motores da Renault continuará com a chegada de uma nova opção, o inédito 1.3 turbo, de três cilindros. De acordo com nossos amigos do site Autos Segredos, o propulsor será flex e chegará ao mercado brasileiro em 2019, aposentando o atual 2.0, de 148 cv, com a possibilidade de ser combinado ao câmbio manual ou automático.

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O desenvolvimento desse motor é comentado há tempos, como substituto do atual 1.2 TCe, de 107 cv, usado na quarta geração do Clio europeu. Carlos Ghosn, chefe da Aliança Renault -Nissan, até confirmou sua criação em 2012. Mas, desde então, não comentaram mais a respeito. Porém, fontes ouvidas pelo jornalista Marlos Ney Vidal dizem que a engenharia brasileira já trabalha para transformá-lo em flex.

Será um projeto tanto para a Renault quanto para a Nissan. Por aposentar o 2.0, de 148 cv, deve equipar a linha de SUVs de ambas as fabricantes. Ou seja, Renault usará no Captur, Duster e na picape Duster Oroch, enquanto a Nissan pode coloca-lo nas versões mais caras do Kicks. Uma das diferenças dessa nova motorização turbo é que usará caixa automatizada, de dupla embreagem e sete marchas, para a versão mais potente, deixando o câmbio CVT para o 1.6.

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Trata-se de uma tecnologia bem mais moderna, criada para atender às novas normas de emissão na Europa, o Euro 6c. Terá injeção direta de combustível, quatro válvulas por cilindro (ao contrário das duas válvulas usadas pelo 1.3 Firefly da Fiat) e start-stop de série. A mídia europeia fala sobre três configurações de potência: 115, 140 e 155 cv, potência que pode aumentar por aqui por causa do uso do etanol. 

Por lá, a expectativa é que o novo 1.3 turbo seja apresentado ainda este ano, possivelmente no último trimestre e por um bom motivo: o Worldwide Harmonized Light Vehicle Test Procedure (WLTP), novo sistema de teste de emissões, será usado a partir de setembro e a Aliança Renault-Nissan irá aproveitar o momento para mostrar que já estão dentro da norma. No Brasil, deve ser revelado apenas em 2019 , por aguardar as regras da Rota 2030 e precisar de um tempo de adaptação para ficar dentro do programa.

Próximos passos

Enquanto isso, a Renault trabalha em outras novidades para sua linha. O pequeno Kwid estreia em agosto, com preços a partir de R$ 29.990. Ainda no segundo semestre será a vez do Koleos, SUV grande que será vendido por cerca de R$ 150 mil para competir com a versão mais cara do Jeep Compass.

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Para o ano que vem, veremos a dupla Logan e Sandero reestilizados e agora com o câmbio CVT combinado ao motor 1.6, da mesma forma que Captur e Duster. Há também o projeto de um novo sedã, conhecido por enquanto como Projeto LJC e que deve ser a versão latina do novo Megane Sedan, previsto para a metade do ano que vem e que irá aposentar o Fluence.

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