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Picape intermediária ganha acabamentos escurecidos em sua nova versão, com motor 2.4 flex e câmbio automático, de nove marchas

Fiat Toro Blackjack: versão especial da picape vem com itens exclusivos para ficar com visual mais esportivo e descolado
Cauê Lira/iG Carros
Fiat Toro Blackjack: versão especial da picape vem com itens exclusivos para ficar com visual mais esportivo e descolado

Você já deve ter reparado que o lado sombrio está na moda. A trilogia Batman feita recentemente pelo diretor Christopher Nolan, por exemplo, foi um grande sucesso nos cinemas. O vilão Darth Vader, do clássico Guerra nas Estrelas, está entre os personagens da cultura pop mais cultuados da história, movimentando milhões de dólares todos os dias. Com a mesma pegada, a FCA apresenta a Fiat Toro Blackjack, como a ovelha negra da família.

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Mais do que uma Fiat Toro que sucumbiu ao lado negro da força, a Blackjack é a tentativa de lançar um produto mais chamativo entre as picapes. Não é um modelo para “ganhar as ruas”, mas a ideia já chamou atenção dos rivais. Tanto é que a GM tratou de escurecer a Chevrolet S10 em sua nova versão Midnight. Compass e Renegade também ficaram mais sombrios nas versões Night Eagle.

As rodas da Toro foram escurecidas, ganhando tom grafite escuro. Retrovisores externos, friso da grade dianteira e barras de teto também adotam a pegada “all black”. Sobrou até para o símbolo da Fiat na tampa da caçamba, na grade dianteira, volante e até a chave. O painel central - assim como os bancos - leva a escritura “Blackjack” acima da central multimídia que, como verá no decorrer da avaliação, é um de seus pênaltis.

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A Blackjack é, basicamente, um modelo Freedom em sua essência. Por aqui, nada do fraco e beberrão 1.8 que equipa a versão de entrada. A Fiat equipou a Toro Blackjack com o competente 2.4 Tigershark, de 186 cv e 24,8 kgfm de torque a 4.000 rpm, com 91% dessa força disponível a partir de meros 2.000 rpm. O câmbio é o mesmo, de nove marchas, utilizado nos modelos movidos a diesel. E fica evidente como o casamento entre motor e câmbio é um dos melhores na linha Fiat.

Vader

Assim como por fora, o interior também conta com detalhes escurecidos e a inscrição
Divulgação
Assim como por fora, o interior também conta com detalhes escurecidos e a inscrição "BlackJack" no centro do painel

O rodar é macio como o de um SUV, mas não chega a encher os olhos como nas versões diesel. A caixa automática, de nove marchas, é bem escalonada, e não hesita em entregar toda a força do motor 2.4 Tigershark em uma redução mais abrupta, quando necessário. Ocasionalmente, ele poderá se atrapalhar entre as marchas intermediárias, mas o trajeto será tranquilo com aceleração constante. Você não sentirá qualquer tranco ou incômodo na Fiat Toro, pelo menos chegar até o seu destino.

Eis que chega a hora de manobrar. A Toro tem um dos piores raios de giro entre as picapes. São 12,9 metros de raio, ante 10,7 m da rival Renault Oroch. Ou seja, até as manobras mais simples em espaços curtos trarão dificuldade ao condutor. Entrar ou sair de qualquer vaga no shopping ou supermercado é um longo processo que exigirá paciência. Ao menos, os sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, bem como a câmera de ré, darão a assistência correta.

A central multimídia exclusiva da Toro faz parte da linha de acessórios Mopar. Ela é diferente do modelo convencional, com a pequena tela que também aparece no Argo. Apesar de ser maior, sua interface lembra os celulares antigos. As respostas são lentas, sem conectividade Android Auto e Apple CarPlay. Tentei conectar meu Galaxy S8 pelo do Bluetooth, sem qualquer sucesso no entendimento do código PIN.  Poém, TV digital e DVD estão inclusos no pacote.

A Fiat Toro Blackjack parte de R$ 112.990. O motor 2.4 Tigershark, aliado ao câmbio automático de nove velocidades, é um dos pontos fortes que podem justificar a compra de uma picape alinhada com conjunto mecânico maduro.

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Com 683 litros de caçamba, tem boa capacidade, mas tem duas portas que acabam atrapalhando o acesso à área de carga se você for levar objetos mais largos. Além disso, as caixas de rodas invadem parte da lateral, reduzindo ainda mais a área útil. Um extensor de caçamba, vendido como acessório Mopar, resolverá o problema.

Ficha Técnica

Preço:  R$ 112.990

Motor: 2.4, 16V, quatro cilindros em linha,  flex

Potência: 186/174 cv (E/G) a 6.250 rpm

Torque: 24,9/23,5 kgfm a 4.000 rpm

Transmissão: Automática de nove marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira)/ Independente, multibraço (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)

Pneus: 215/65 R16

Dimensões: 4,91 m (comprimento) / 1,84 m (largura) / 1,68 m (altura), 2,99 m (entre-eixos)

Tanque : 60 litros

Caçamba: 683 litros

Consumo (E/G): 5,9 km/l / 8,6 km/l (cidade) e 7,4 km/l / 10,8 km/l (estrada)

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