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Nova versão do hatch agrada pelos equipamentos de série, mas apelo esportivo não combina com o pequeno motor de três cilindros


Renault Sandero GT Line 1.0:  visual interessante da série limitada que agrada pela relação entre custo e benefício
Divulgação
Renault Sandero GT Line 1.0: visual interessante da série limitada que agrada pela relação entre custo e benefício

Prestes a receber mudanças, o Renault Sandero ganha uma nova e polêmica versão, a GT Line 1.0 (R$ 49.290). Sim, desta vez resolveram usar a lendária sigla GT, de memoráveis esportivos, em um simples hatch com motor de três cilindros e baixa cilindrada. E o nome ficou comprido: Renault Sandero GT Line 1.0.

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 De qualquer forma, levando em conta como vão os preços dos rivais hoje em dia, o Renault Sandero GT Line 1.0 como visual esportivo acaba agradando pela relação entre custo e benefício para quem quer um estilo um pouco mais descolado, sem gastar muito.

As diferenças para as demais versões ficam por conta apenas por detalhes como  faróis de neblina, retrovisores elétricos com repetidores na cor Dark Metal , aerofólio traseiro, saias laterais, defletor de ar, difusor de traseiro e grade dianteira. 

Nas apenas 3.500 unidades do Renault Sandero GT Line também há manopla do câmbio com detalhe cromado, volante revestido de couro com a serigrafia GT Line e o teto na cor preta, bem como costuras e molduras das saídas de ar laterais azuis. Como opcional, a marca oferece sistema multimídia com tela de 7 polegadas com GPS embutido, conexão Bluetooth e entrada USB, além de câmera de ré e rodas de aro 16 polegadas.

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Até que o visual do carro agrada, sem exageros e bom gosto. Na frente, o defletor de ar ajuda no aspecto mais arrojado, bem como o aerofólio na traseira, o mesmo da versão realmente esportiva RS, com motor 2.0 de 150 cv e preparação da Renault Sport. Na tampa do porta-malas, a discreta inscrição "GT Line" também é um toque exclusivo e na medida certa.

Acelerando o Renault Sandero GT Line 1.0

Por dentro, detalhes azuis  do Renault Sandero GT Line 1.0 estão entre os itens exclusivos do carro
Divulgação
Por dentro, detalhes azuis do Renault Sandero GT Line 1.0 estão entre os itens exclusivos do carro

 Já dissemos mais de uma vez aqui que o motor 1.0 SCe tem seus méritos. Vem com variador de fase tanto na admissão quanto no escape, o que favorece o rendimento em uma faixa mais ampla de rotação. Além disso, tem duplo comando de válvulas e várias partes de alumínio, tornando-o leve e eficiente. Sobe de giro rápido, principalmente quando acionado o segundo estágio do acelerador. 

Pisando fundo no pedal da direita, nota-se claramente que existe uma resistência no final do curso. Passando deste ponto, a economia deixa de ser a prioridade do sistema, abrindo espaço para o máximo de desempenho que o 1.0 de 82 cv consegue entregar até altos 6.300 rpm.

Depois das 4.000 rpm aparece aquele ronco característico do motor de três cilindros, que chega até a empolgar por alguns instantes. Mas, claro, o ponto forte do Sandero GT Line 1.0 é mesmo o baixo consumo. Conforme dados do Inmetro, o carro é capaz de fazer 14,2 km/l de gasolina na estrada e 14,1 km/l na cidade, números que passam para 9,5 km/l e 9,6 km/l com etanol, respectivamente.

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Renault Sandero GT Line 1.0 vem com logo que identifica a versão na tampa do porta-malas
Divulgação
Renault Sandero GT Line 1.0 vem com logo que identifica a versão na tampa do porta-malas

Na cidade, o hatch compacto se sai bem, com agilidade suficiente para enfrentar com certa desenvoltura o trânsito do dia a dia. E em trecho rodoviário, o carro também é valente, mas é bom ter certa cautela nas ultrapassagens pelas limitações do motor de baixa cilindrada. Além disso, em quinta, a 120 km/h, o contagiros marca algo em torno de 4.000 rpm, o que é um pouco acima do ideal. Mesmo assim, não há incômodo por ruído ou vibração em exagero.

Por dentro, o que mais agrada é o espaço interno que leva cinco ocupantes e suas respectivas bagagens sem aperto no porta-malas de 320 litros. A central multimídia com GPS embutido, oferecida como opcional, é simples, mas prática de usar. Na versão renovada da linha Sandero, que está prestes a chegar deverá ser atualizada, bem como outros detalhes, como o volante e o nível de acabamento. 

Conclusão

Pode parecer estranho chamar uma versão 1.0, de três cilindros, de GT, mas a série limitada Renaul Sandero GT Line 1.0 acaba sendo interessante por ter visual exclusivo, boa lista de itens de série, por um preço razoável. Quem se interessar pelo carro também vale saber que serão discretas as mudanças no Sandero renovado que deve chegar até o final do primeiro semestre. A principal novidade será a possibilidade de optar pelo câmbio automático CVT.

Ficha técnica

Preço:  a partir de R$ 49.290

 Motor: 1.0, três cilindros, flex

Potência: 82 cv a 6.300 rpm

Torque: 10,5 kgfm a  3.500 rpm

Transmissão:  Manual, cinco marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 185/65 R15 

Dimensões: 4,06 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,53 m (altura), 2,59 m (entre-eixos)

Tanque : 50 litros

Porta-malas: 320 litros 

 Consumo: 14,1 km/l (cidade) /14,2 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 13 segundos 

Vel. Max: 163 km/h

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