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Versão com apelo esportivo do SUV anda bem, mas vive de aparências. Saiba como anda no dia a dia modelo com motor 2.0, de 166 cavalos

Hyundai Creta Sport dourado e preto
Carlos Guimarães/iG
Hyundai Creta Sport vem com detalhes pintados de preto brilhante no lugar dos cromados da Prestige

Acertaram ao lançar o Creta no Brasil, SUV que se tornou o mais vendido do segmento em 2018, superando rivais de peso, como Honda HR-V e Jeep Renegade. E a ideia de lançar uma versão com certo apelo esportivo também foi acertada pelo estilo mais descolado combinado ao bom desempenho do motor 2.0 flex, que equipa o Hyundai Creta Sport.

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Quem compra um SUV compacto também quer parecer moderno, dinâmico, arrojado e os detalhes do Hyundai Creta Sport condizem com esse estilo. Em relação à versão Prestige, que vem com o mesmo conjunto mecânico, a esportiva tem entre as diferenças a grade pintada de preto brilhante, cor também usada em outros detalhes, como carcaças dos retrovisores, defletor de ar na traseira e a parte inferior do para-choque dianteiro. 

 As rodas de aro 17 também são diferentes, com acabamento diamantado e montadas em pneus 215/60R. Além disso, o interior é um pouco mais simples que o da versão Prestige. Os bancos, por exemplo, são revestidos de uma combinação de tecido e couro. E as saídas de ar não têm detalhes cromados. Contudo, a central multimídia é a mesma nas duas versões, com tela sensível ao toque, de 7 polegadas e GPS embutido.

Há mais diferenças entre a versão Sport e a Prestige do Creta, porém, a que mais deve interessar é o custo menor da primeira. São R$ 6.000 a menos (R$ 98.990 ante R$ 104.990).  É um valor considerável, ainda mais levando em conta que o SUV mais em conta vem com uma boa lista de itens de série.

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Entre os principais equipamentos há inclui ar-condicionado digital com saídas para o banco traseiro, direção elétrica, monitoramento de pressão dos pneus, isofix, alarme, controle de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, chave canivete, trio elétrico, computador de bordo, Start/Stop, volante com regulagem de altura e profundidade, porta-óculos, sensor de estacionamento traseiro, controlador de velocidade, câmera de ré, acendimento automático dos faróis, entre outros.

Bom também é que o generoso espaço interno é o mesmo tanto na versão Prestige quanto na Sport. Cinco ocupantes viajam sem nenhum aperto, assim como suas respectivas bagagens no porta-malas de 431 litros. Outros dois pontos que contribuem para o conforto é a direção com assistência elétrica (leve na manobras) e a suspensão que absorve bem as irregularidades do piso, funcionando bem com a carroceria de boa rigidez torcional.

Acelerando o Hyundai Creta Sport

Painel do Hyundai Creta Sport
Divulgação
Hyundai Creta Sport também não tem cromados no interior. Mas conta com boa lista de itens de série

O motor 2.0 flex sobe de giro com facilidade e isso deve ter sido proposital, uma vez que o melhor rendimento acontece em rotações mais altas, entre 4.700 rpm e 6.200 rpm. Condiz com uma versão com certo apelo esportivo , pode deixar a condução mais emocionante. Entretanto, existem alguns efeitos colaterais.

O primeiro deles é o consumo acima do ideal. Conforme os dados do Inmetro, com etanol, o Hyundai 2.0 faz 6,9 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada, números que passam para 10 km/l e 11,4 km/l com gasolina, respectivamente. Entretanto, o carro gasta praticamente o mesmo com motor 1.6, apesar do sistema stop-start de série. Além disso, depois dos 4.000 rpm o nível de ruído sobe bastante.

Por se tratar de uma versão com algum apelo esportivo, faltaram as hastes atrás do volante para trocas de marchas sequenciais. Em contrapartida, a estabilidade é elogiável, mesmo em que tratando de um SUV com 19 cm de distância livre do solo, o que exige certa cautela. 

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 E pode contar os freios na hora de parar, bem ajustados, apesar do eixo traseiro merecer discos no lugar dos tambores, o que aumenta as chances de superaquecerem quando mais exigidos.

Conclusão

O Hyundai Creta Sport é uma boa pedida dentro da linha do SUV, com preço R$ 6 mil mais em conta relação ao Prestige, que tem o mesmo conjunto mecânico. Apesar de mais simples, o carro vem bem equipado e se mantém espaçoso e confortável no dia a dia.


Ficha Técnica

Preço:  R$ 98.990

Motor: 2.0, 16V, quatro cilindros em linha,  flex

Potência: 166/156 cv (E/G) a 6.200 rpm

Torque: 20,5/19,1 kgfm a 4.700 rpm

Transmissão: Automática de seis marchas, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira)/ Independente, eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)

Pneus: 215/60 R17

Dimensões: 4,27 m (comprimento) / 1,78 m (largura) / 1,64 m (altura), 2,59 m (entre-eixos)

Tanque : 55 litros

Porta-malas: 431 litros

Consumo (E/G): 6,9 km/l / 10 km/l (cidade) e 8,2 km/l / 11,4 km/l (estrada)