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Versão especial do jipinho é mais voltada para quem vai pegar alguma trilha bem longe do asfalto do dia a dia. Preço sugerido é de R$ 89.990

Suzuki Jimny Desert bege arrow-options
Caue Lira/iG
Suzuki Jimny Desert: itens exclusivos na série especial para quem realmente curte uma trilha fora do asfalto

Não é a primeira vez que a reportagem de iG Carros avalia o carismático Suzuki Jimny. No ano passado, andamos na versão 4 Sport e já havia ficado claro que o carrinho é mesmo para quem curte um 4x4 à moda antiga. Nos mais de 20 anos em que o modelo é vendido no Brasil foram muito poucas as mudanças. Agora, ao passar alguns dias com o Desert 2020 (R$ 89.990), arrisco a dizer que só compre se for mesmo fugir do asfalto.

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Não apenas por causa dos pneus Pirelli MTR 215/75R 15, feitos para rodar 80% fora do asfalto, com sulcos profundos e que fazem ruído em ruas e avenidas da cidade. Mas também pelo bagageiro na capota, feito de metal, que acaba aumentando a altura do Suzuki Jimny a ponto do carro não entrar em algumas vagas em que o portão basculante fica numa altura próxima dos 2 metros, já que o Desert chega nos 1,96 m, ou 25 cm a mais que nas demais versões.

Além do tal bagageiro (bem espaçoso, por sinal), o Jimny Desert tem suspensão modificada para ficar com 6,8 cm a mais de distância livre do solo. Então, para entrar no carro é preciso fazer algum esforço. E os detalhes que remetem ao mundo off-road estão por toda parte, como o snorkel (para ajudar a atravessar trechos alagados), protetores nos braços de suspensão e nos amortecedores, bem como a cor bege Jizan e o desenho do mapa mundi nas laterais mostrando onde ficam os desertos mais desafiadores da Terra.

Por dentro, o carro bem com revestimento especial dos bancos com logotipo Desert e texturas que remetem a marcas de pneus. Além disso, o assoalho é revestido de borracha. Ainda entre os detalhes exclusivos, existe até uma plaqueta no chaveiro que identifica o número de série do carro. Portanto, não são poucas as diferenças dessa série especial em relação às demais versões.

 Andando no Suzuki Jimny Desert

Suzuki Jimny bege arrow-options
Divulgação
Suzuki Jimny se mostra valente em trechos fora de estrada, com maior distância do solo e pneus 80% off-road

Uma vez insistindo em rodar no asfalto com o Jimny Desert, o que antes exigia cautela agora os cuidados tendem a ser redobrados. A suspensão com eixo rígido resistem bem aos buracos mas faz o carro “passarinhar” em vias urbanas e rodoviárias. E o câmbio manual de cinco marchas exige certa determinação nos engates e que se acostume com o movimento da alavanca toda vez que você pisa no acelerador.

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Os solavancos em piso irregular é outro sinal de que conforto não é bem a pegada do Jimny Desert , com acabamento bem simples e que fica apertado até para levar quatro pessoas. São apenas 3,64 metros de comprimento por apenas 1,60 m de largura, medidas inferiores de um VW Gol). Em contrapartida, o raio de giro de apenas 4,9 metros facilita as manobras em pequenos espaços.

Bom também é que o motor 1.3, a gasolina, trabalha bem com o sistema de tração integral. Rende 85 cv e 11,2 kgfm de torque a 4.100, com variador de fase na admissão, o que faz com que boa parte dessa força esteja disponível desde as primeiras marcações do contagiros.  Quem for acionar o 4x4 tem opção de reduzida, tudo meio meio de botões no painel. 

Com relações de marchas curtas, o câmbio do Jimny Desert permite pular um marcha ou outra para dirigir com mais economia e evitando solavancos. Apenas entrando em trechos for a de estrada é que o carro se sente mais à vontade com boa valentia e três modos de condução: 4x2 (traseira), 4x4 -H e 4x4-L. O modo 4x4-L (L=Low) serve para uso em situações de baixa aderência (lama) ou alto torque (subidas muito íngremes), além de transposição de obstáculos e trechos alagados.

Suzuki Jimny interior arrow-options
Divulgação
O interior é minimalista, tal como a maioria dos carros off-road. Entretanto, tem equipamentos de entretenimento


Outra peculiaridade do Jimny é a boa área envidraçada, que se por um lado ajuda na visibilidade, por outro, faz aumentar rapidamente a temperatura no interior do carro. Por isso, é bem comum encontrar o Suzuki com vidros escurecidos, inclusive na unidade avaliada. Além disso, saiba que o porta-malas leva meros 113 litros (volume que pode aumentar rebatendo os encostos dos bancos traseiros) e que a tampa traseira precisa de um bom espaço para ser aberta, como no caso do Ford EcoSport.

Para completar o jeito nostálgico de ser do Jimny , o aparelho de som não é dos mais práticos de serem usados. Para começar, a entrada USB foi parar no porta-luvas. Depois, os gráficos que aparecem na tela sensível ao toque são pequenos e falta praticidade. Mas, o foco do carro é pegar uma trilha na terra ou no deserto sem medo.

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Conclusão

Nessa versão Desert, o Suzuki Jimny deve mesmo ser usado fora do asfalto, onde mostra bem valente. Então, é melhor não insistir muito em andar com o carro no dia a dia, inclusive em shoppings e condomínios com teto baixo, onde o babageiro na capota pode raspar. A nova geração do jipinho da Suzuki chega até o fim do ano e vai conviver com a atual. 

Ficha Técnica

Preço:  R$ 89.990

 Motor: 1.3, quatro cilindros, gasolina

Potência (cv): 85 a 6.000 rpm

Torque (kgfm): 11,2 a 4.100 rpm

Transmissão:  Manual, 5 marchas, tração integral

Suspensão: Eixo rígido (dianteira e traseira) 

Freios: Discos sólidos na dianteira e tambor na traseira

Pneus: 217/75 R15 (Pirelli Scorpion MTR)

Dimensões: 3,64 m (comprimento) / 1,60 m (largura) / 1,96 m (altura), 2,25 m (entre-eixos)

Tanque : 40 litros

Porta-malas: 113 litros 

 Consumo: 10,3 km/l (cidade) /10,4 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 15,1 segundos 

Vel. Max: 146 km/h