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Com fortes concorrentes prestes a chegar ao Brasil, o modelo mostra qualidades, mas fica atrás de rivais em quesitos como a autonomia

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Caue Lira/iG
Nissan Leaf ainda tem visual moderno. Atual geração foi lançada há três anos e apenas agora chega ao Brasil

Ainda são bem poucas as opções de carros elétricos no Brasil, mas já existem lançamentos interessantes no horizonte. E a Nissan entra nessa briga com o Leaf, que começou a ser vendido no final de julho, pelo preço sugerido de R$ 195 mil. Por enquanto, apenas 7 concessionárias no Brasil têm o carro disponível, sendo duas na capital paulista, uma no Rio de Janeiro e as restantes no sul do País.

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E somente as que vendem o carro é que têm carregadores. Além delas, é possível carregar o Nissan Leaf em casa, uma vez que o comprador do elétrico tem direito ao wall box de 6 Kw instalado na garagem, capaz de fazer uma recarga completa em 8 horas. Para poder usar carregadores do Tipo 2, instalados em diversos pontos como shoppings e supermercados, é preciso um adaptador que está chegando apenas agora, entre o fim do mês e o início de novembro. Mesmo quem comprou o carro antes, irá recebê-lo, conforme disse a fabricante  à reportagem de iG Carros.

Fiz questão de esclarecer essa questão do carregamento porque quem for comprar o Leaf terá que usar bastante a recarga. Até agora, o Nissan é o modelo elétrico disponível no Brasil com a menor autonomia. São 240 quilômetros, distância que cai logo ao ligar o ar-condicionado. E vale ir devagar com o andor para não ver desaparecerem as barrinhas digitais no painel que medem o quanto o carro ainda pode rodar com o que tem de energia armazenada.

 Rodando com o Nissan Leaf

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Caue Lira/iG
Nissan Leaf é recarregado em aparelhos de recarga do Tipo 1. Adaptadores para o Tipo 2 chegam até o início de novembro

Uma vez carregado, o Leaf mostra suas qualidades de modelo elétrico mais vendido na Europa em 2018, com 40 mil unidades no ano. Silêncio absoluto, conforto, boas respostas ao pisar no acelerador e firmeza nas curvas, ajudado pelo centro de gravidade baixo. Os 32,6 kgfm de torque do motor estão disponíveis desde que você encosta o pé no pedal da direita, o que faz o carro ir de 0 a 100 km/h em meros 7,9 segundos, tempo próximo do esportivo Golf GTI (7s).

Porém, fica inevitável se sentir dentro de um Kicks tamanhas são as semelhanças no interior, desde o volante, passando por uma série de comandos e até a central multimídia. E o que há de mau nisso? Bem, o SUV compacto custa a metade do preço do Leaf, que está na segunda geração, lançada em 2017. Portanto, em 2020 o carro completa três anos quase sem mudanças, o que preocupante se for levado em conta o que rivais como o Chevrolet Bolt , Volvo XC40 e até mesmo o VW ID.3 terão a oferecer em breve.

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Em um modelo bem equipado e com forte apelo tecnológico como o Nissan Leaf, que vem com câmera de 360 graus, alertas de ponto cego e de tráfego cruzado, entre uma série de outros itens sofisticados, ter que acionar o freio de estacionamento com o pé esquerdo, utilizando o “pedalzinho” que já caiu em desuso, é um tanto estranho. Em contrapartida, existe um recurso bem interessante, chamado “e-pedal’

Ao acioná-lo por um botão no painel, aumenta-se o poder dos freios de regenerar a energia para as baterias e passa a ser possível dirigir usando apenas o acelerador, de certa forma. Isso porque, com o “e-pedal” acionado, basta aliviar a pressão no acelerador para o carro ser freado moderadamente. Então, com algum treino e depedendo da velocidade no dia a dia no trânsito, você consegue usar apenas o pedal da direita.

Outro ponto que gostamos no Leaf é que o carro é bom de curva. Com as baterias instaladas no assoalho, o elétrico transmite segurança em trechos sinuosos. O volante é o mesmo do Kicks, mas vem revestido de couro e com boa empunhadura. Além disso, os bancos são confortáveis e com apoios laterais que ajudam a segurar o corpo no vai e vem, de um lado para o outro.

Com espaço interno compatível com o de um sedã médio, o Lef tem 2,70 metros de entre-eixos e leva razoáveis 435 litros de bagagem no porta-malas. Também não há do que reclamar da visibilidade, que é boa tanto pela área envidraçada do carro quanto pelos retrovisores externos que podem ser recolhidos eletricamente por um botão.

Mas é preciso bastante cuidado parta não raspar a parte de baixo em valetas e, para um carro de quase R$ 200 mil, faltaram alguns equipamentos, como controlador de velocidade adapativo e ajuste de profundidade para o volante, bem como um acabamento mais caprichado, principalmente no painel.

Apesar de ter a menor autonomia entre os elétricos disponíveis no Brasil, o Nissan Leaf deixa a boa sensação de se estar usando um carro que não polui o meio ambiente e que não gasta uma gota de combustível, o que o torna três vezes mais econômico que um March 1.0 quando o assunto é gasto com combustível, de acordo com as contas da própria fabricante. 

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Conclusão

 Lançado em 2017, o Nissan Leaf terá um pareo duro pela frente com a chegada de novos rivais elétricos ao Brasil, que custarão quase o mesmo ou até um pouco mais em conta. As poucas concessionárias que têm pontos de recarga e a necessidade de adaptador para aparelhos do Tipo 2 (que são a maioria no Brasil, do padrão europeu) também atrapalham um pouco a vida do carro. Assim como outros elétricos à venda no Pais, o modelo da marca sofre com a falta de incentivos do governo, que poderia cobrar menos impostos que vêm embutidos no preço do carro.

Ficha técnica

Nissan Leaf

Preço: 195 mil

Motor: EV400 SE, elétrico
Potência: 149 cv
Torque combinado: 32,6 kgfm
Transmissão: automática, 1 marcha, tração dianteira
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)
Freios: discos ventilados (dianteira e traseira)
Pneus: 215/50R 17
Dimensões: 4,48 m (comprimento), 1,79 m (largura), 1,57 m (altura), 2,70 m (entre-eixos)
Porta-malas: 425 litros
0 a 100 km/h: 7,9 s
Vel. Máx: 144 km/h