Fiat Strada
Carlos Guimarães/iG
Fiat Strada Volcano: nova geração da picape ficou parecida com a Toro, que também vai ganhar o novo logo na grade dianteira

A Fiat resolveu mostrar a nova geração da picape Strada como se fosse o "Rei do Rock". No filme publicitário, o carro aparece com toda pompa de líder absoluto e famoso, assim como era Elvis Presley a partir de meados dos anos 50. Pelo o que notamos na semana em que avaliamos a novidade em trechos de terra e de asfalto, as chances dessa fama e liderança serem ainda mais evidentes são grandes. De fato, a evolução foi considerável.

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Vamos logo às impressões, já que o que mais me chamou atenção nessa versão topo de linha Volcano (R$ 79.990) foi o acerto da suspensão, que continua com eixo traseiro rígido, com mola parabólica com lâmina única. O carro consegue absorver com maestria as irregularidades em qualquer tipo de piso. Em um trecho cheio de imperfeições, lombadas, subidas e descidas em que costumo passar para fazer as avaliações, a nova Fiat Strada encarou com louvor.

Mesmo sem muita dó, não ouvi nem uma raspadinha de nada na parte de baixo, em parte, mérito do vão livre de 21 cm, o que é compatível com a de alguns SUVs raiz, como o Suzuki Jimny . Com essa maior distância, porém, deve-se ter um pouco de cautela nas curvas, mas o carro sempre nos pareceu bem equilibrado, transmitindo segurança por ter controles eletrônicos de estabilidade e tração.

Na versão Volcano , que entra na lugar da topo Adventure, os pneus 205/60R 15 são de uso misto, o que ajuda a superar estradas de terra e alguns obstáculos pelo caminho junto com o sistema que funciona junto com o ABS para evitar que as rodas patinem em pisos de baixa aderência. Então, se tiver que andar fora do asfalto, o nova Strada se sairá muito bem. Bom também é que o motor 1.3 Fire Fly é bem mais eficiente que o já antiquado 1.8 E.TorQ.

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São 109 cv e razoáveis 14,2 kgfm de torque a 3.500 rpm, força suficiente apenas para o utilitário de 1.174 kg de peso ter agilidade mediana, com relação entre peso/ potência de 10,8 kg/cv , o que é dentro da proposta de utilitário leve para o lazer. Tanto é que a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em nada muito empolgantes 11,2 segundos, com máxima de 168 km/h. Ainda no conjunto mecânico, o câmbio é manual, de cinco marchas, como engates fáceis e precisos, embora com curso um pouco mais longo que o ideal. Por enquanto, não há opção de caixa automática.

Bom mesmo do novo motor 1.3 é a economia de combustível. De acordo com dados do Inmetro, a Fiat Strada Volcano faz 12,1 km/l de gasolina de cidade e 13,3 km/l na estrada, números que passam para 8,4 km/l e 9,4 km/l com etanol, respectivamente. Ponto positivo também para a direção com assistência elétrica, leve nas manobras e segura conforme vai aumentando a velocidade, com raio de giro de 10,7 metros, melhor que os 12,2 m da Toro.Os freios também funcionam a contento e o isolamento acústico é aceitável.

Fiat Strada, ou Toro em miniatura?

Quanto ao novo visual, é unânime que ficou parecido com o da Toro , que acabou virando uma grife, de tanto sucesso que tem feito. Houve até quem tenha me parado no sinal para comentar isso. De qualquer forma, a parte funcional das mudanças ficam por conta de detalhes como a tampa da caçamba que ganhou amortecimento, facilitando o fechamento. Há também as lanternas e faróis com LED no lugar de lâmpadas convencionais, no caso da versão Volcano.

Mas o principal fica por conta das quatro portas e o espaço maior para acomodar três passageiros no banco de trás. Agora é possível se acomodar melhor que na Strada anterior. Poderiam ter caprichado mais no acabamento, mas incluíram bons porta-objetos, como a prateleira para levar o celular no console central. Além disso, há entrada USB para carregar o celular no banco traseiro e a nova central multimídia tem tela com boa resolução e aceita parear Android Auto e Apple Car Play em uso de fio.

Na caçamba, vão 844 litros e 650 kg de carga. Para levar uma moto, apenas com extensor, vendido como acessório. Porém, há iluminação, que pode ser controlada por um botão bem no meio do painel, onde também ficam os commandos do controle de tração, dos faróis auxiliares e do pisca alerta. No geral, a ergonomia é boa, apenas o computador de bordo é um pouco confuso de usar, vindo do Uno, assim como o quadro de instrumentos e outros componentes internos.

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Conclusão

A nova Fiat Strada chega com conjunto bem acertado e boa relação entre custo e benefício para continuar na liderança do segmento. Nessa versão topo de linha vai fazer falta apenas a opção do câmbio automático CVT, que poderá ser oferecido mais adiante. Agora nos resta saber como se comportam outras configurações da picape. Fique ligado.

Ficha técnica

Preço: a partir de R$ 79.990

Motor: 1.3, quatro cilindros, flex

Potência: 109 cv (E) / 101 cv (G) a 6.250 rpm

Torque: 14,2 kgfm (E) / 13,7 kgfm (G)  a 3.500 rpm

Transmissão: Manual, 5 marchas , tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo rígido (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)

Pneus: 205/60 R15

Dimensões: 4,48 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,60 m (altura), 2,74 m (entre-eixos)

Tanque: 55 litros

Caçamba: 844 litros

Consumo etanol: 8,4 km/l (cidade) / 9,4 km/l (estrada)

Consumo gasolina: 12,1  km/l (cidade) / 13,3 km/l (estrada)

0 a 100 km/h:11,2 segundos

Vel.Max: 168 km/h

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