Renault 5 Prototype e Luca de Meo, diretor executivo da Renault, que estuda  ter uma marca só de elétricos
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Renault 5 Prototype e Luca de Meo, diretor executivo da Renault, que estuda ter uma marca só de elétricos

Renault e Nissan possuem uma relação estreita desde 1999. Agora, as informações vindas da Europa dizem que uma marca completamente elétrica, pode nascer e integrar a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi.

Luca de Meo, o CEO da Renault , já viajou duas vezes ao Japão para participar de reuniões estratégicas com a diretoria da Nissan a fim de discutir e aparar possíveis arestas que possam atrapalhar a criação da nova marca.

De acordo com a agência de notícia Reuters, uma fonte próxima das fabricantes revelou que de Meo irá participar de uma reunião nos próximos meses com os diretores da aliança para convencê-los a se juntarem à marca francesa na nova empreitada.

Na Renault esse projeto se chama “Ampere”, provavelmente em referência à unidade de medida de corrente elétrica, e busca “acelerar o processo de transição ecológica e responder de forma rápida e precisa aos desafios da mobilidade sem emissão de poluentes”.

Esse movimento não é novidade, cada vez mais as fabricantes tradicionais buscam criar “subsidiárias” de mobilidade 100% elétrica.

A Ford recentemente separou sua operação de veículos elétricos dos modelos a combustão, e a Volkswagen têm interesse reviver a marca Scout nos Estados Unidos para produzir SUVs e picapes elétricas.

Vale lembrar que por conta dos conflitos entre Rússia e Ucrânia a Renault vendeu todos os ativos que possuía no país por cerca de US$ 2 bilhões, porém, o mercado na Rússia era fundamental para a fabricante francesa, em 2021 ficou atrás da França em volume de vendas para a Renault.

Essa movimentação pode causar efeitos colaterais dentro da própria aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Quando Carlos Ghosn era presidente do grupo, a Renault comprou 15% da Nissan e a Nissan 43% da Renault e 34% da Mitsubishi .

A movimentação da Renault pode ser uma tentativa de reação rápida ao prejuízo causado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, e também pela rápida valorização de empresas como Tesla e Rivian alcançam por serem 100% elétricas.

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