Modelo clássico nacional foi um dos precursores dos modelos médios automáticos vendidos no Brasil, entre os anos 70 e 80

Durante a década de 70, além dos modelos de alto desempenho e motores grandes, também tivemos um nicho importante do mercado com modelos médios e que brigaram por um público que buscava diferenciais para o carro do dia-a- dia e que se interessava por carros como o Dodge Polara, nosso clássico da semana aqui, no iG Carros.

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 Nessa lista, além do Dodge Polara , temos o Chevrolet Chevette, por exemplo, que se destacou pela combinação bastante eficiente entre desenho, motorização e eficiência. A Volkswagen, por sua vez, tinha o Passat, sucesso mundial e que repetiu a receita por aqui com um conjunto excepcional, o primeiro da marca alemã no Brasil com  motor refrigerado a água.

Um Dodge diferente dos demais

Dodge Polara foi uma aposta da marca americana no Brasil para conquistar os compradores de modelos médios
Renato Bellote/iG
Dodge Polara foi uma aposta da marca americana no Brasil para conquistar os compradores de modelos médios

 A Dodge, como contei em matérias passadas, apostava nos modelos grandes. O Dart e o Charger R/T seduziam pelo estilo e também pela potência, algo único naquele momento. Mas eles também buscavam um lugar ao sol entre os médios equipados com motores de quatro cilindros.

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 Dessa forma foi lançado o Dodge 1800, o famoso "Dodginho," que teve como base o Hilmann Avenger inglês e trazia um desenho bem acertado e acabamento mais refinado entre os concorrentes. Os quatro faróis conferiam a ele uma personalidade única e marcante. 

Mas assim que chegou às lojas, em 1973, os problemas começaram. Suspensão, acerto do motor e também alguns detalhes do acabamento foram seus pontos fracos. Inclusive, isso acabou motivando o primeiro recall da indústria automobilística nacional.

 Quatro anos mais tarde ocorreram mudanças importantes, com a adoção dos novos faróis dianteiros e o nome Polara. Os problemas foram sanados e o carro, finalmente, atingiu a maturidade. O motor de 1,8 litro de cilindrada trazia o carburador SU, com 85 cv e 14,2 kgfm de torque. Uma versão com câmbio automático, um dos precursores do mercado, também foi lançada.

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 Nos anos seguintes chegaria a versão GLS com acabamento mais requintado. Mas com a aquisição da Chrysler pela Volkswagen sua história também chegaria ao final. Apesar de incompreendido em sua época, o Dodge Polara foi um modelo importante da marca norte-americana no Brasil. Nos vemos na próxima semana. Até lá!

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