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Raro cupê esportivo nacional aparece em grande forma para acelerar o V8 5.2, um dos maiores e mais potentes motores disponíveis no Brasil

Mopar or no car. Essa é a máxima preferida de qualquer apaixonado por muscle cars do planeta. Dodge, Plymouth e Chrysler deram origem a uma série de modelos históricos, que fizeram muita gente sonhar – e derreter pneus – mundo afora. E um dos modelos que merecem destaque é o Dodge Charger R/T.

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Por aqui a Chrysler chegou na década de 60. O Esplanada e a versão esportiva GTX abriram caminho para o maior lançamento do período: o Dodge Dart. Sucesso nos Estados Unidos o modelo chegou inicialmente na configuração de quatro portas, batendo de frente com o Ford Galaxie. Ambos, aliás, disputavam um nicho de mercado bastante restrito, antes da chegada do Dodge Charger R/T que aparece nesta reportagem. 

 O Dart trazia um estilo moderno e um conjunto que arrancou elogios da imprensa especializada. Um dos trunfos era o motor V8 com 318 pol³ e 205 cv. O câmbio de três velocidades na coluna trazia engates macios e o desempenho deixava o rival da Ford pra trás.

A versão esportiva R/T

Raro exemplar, em perfeito estado, ano 1977, do Dodge Charger R/T, lendário esportivo fabricado no Brasil
Renato Bellote/iG
Raro exemplar, em perfeito estado, ano 1977, do Dodge Charger R/T, lendário esportivo fabricado no Brasil

Dois anos mais tarde a versão Charger R/T desembarcou por aqui. Como diferenciais trazia faixas por toda a carroceria, a grande na frente com um tom mais ameaçador e maior compressão no motor, gerando por volta de 215 cv. Além disso cores chamativas, como laranja e verde-limão.

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Em 1977, ano desse exemplar da matéria, a taxa de compressão havia diminuído um pouco, mas nada que tirasse o brilho da versão. Como sempre o acabamento era bastante superior ao do Maverick GT e também em relação ao Opala SS. Os bancos são macios e o conforto um dos pontos fortes. 

Guiando notei que a dirigibilidade é bem típica dos carros dessa época. A carroceria rola bastante nas curvas e as frenagens exigem atenção. Mas tudo faz parte da experiência singular de acelerar um verdadeiro clássico. O torque também é mais do que suficiente para dar conta do recado. 

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O ano de 1977, vale ressaltar, é bastante especial para este colunista, visto que saí da maternidade em um exemplar da mesma época, em 1979. Diz a lenda que parei de chorar apenas para ouvir o ronco compassado do motor V8. E a paixão por carros estava bem alicerçada. O resto é história. Nos vemos na próxima semana contando algo interessante sobre os modelos clássicos que fizeram a história do mercado nacional, como foi o Dodge Charger R/T. Em breve teremos alguns importados também. Até lá!

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