Não há como negar que os utilitários esportivos dominam cada vez mais o mercado brasileiro. Enquanto os outros segmentos estão perdendo participação, o SUV subiu a ponto de fechar novembro com 17,9% do mercado. Muita gente quer ter um jipinho na garagem, mas não pode ser qualquer modelo. Então, veja três SUVs  que não valem a pena serem comprados novos porque estão prestes a receber mudanças.

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Chery Tiggo - R$ 53.990

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Lançado em 2009 e com uma reestilização em 2013, o Chery Tiggo foi o primeiro SUV chinês no Brasil.

Preconceito com carro chinês? Não é por isso que o SUV da Chery consta na lista. No papel, seria uma boa escolha para quem quer pagar bem pouco por um utilitário esportivo, já que tem preços a partir de R$ 53.990 –e que não se importa com a desvalorização. Conta com o motor 2.0 de 138 cv e 18,2 kgfm de torque e opção de câmbio manual de cinco marchas ou automática de quatro. Como todo chinês, quer ter o argumento de ser mais completo desde a versão mais barata.

O que não o torna uma escolha interessante é sua idade. Das três marcas chinesas, o Tiggo foi o primeiro a desembarcar no Brasil, o que já o deixa defasado em relação aos concorrentes, devendo muito na lista de equipamentos (por exemplo, ainda não tem central multimídia). Além do mais, é um produto que está prestes a sair de linha, para dar espaço ao novo Tiggo 2, fabricado em Jacareí (SP). Se já tem um índice de desvalorização de 21,9%, imagina quando for descontinuado.

Ford EcoSport 1.6 - R$ 68.690

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Prestes a mudar, o Ford EcoSport 1.6 perde sentido já que irá trocar o motor pelo novo 1.5 Dragon, além de receber um painel bem melhor.

PerOOOO   Ford EcoSport não é uma boa escolha de SUV? É sim, se quiser algo mais barato do que os líderes Honda HR-V e Jeep Renegade . Bate na mesma tecla que o problema do Chery Tiggo: idade. Acabou envelhecendo rápido demais em relação aos rivais, em nível de acabamento e equipamentos – é difícil olhar para o painel, cheio de botões com aquela pequena tela azul da primeira geração do sistema multimídia Sync.

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A versão renovada, apresentada em novembro no Salão de Los Angeles (EUA), chega ao Brasil no primeiro semestre de 2017, com mudanças importantes. Recomendamos que fique longe da versão 1.6, disponível a partir de R$ 68.690, porque a versão reestilizada irá substituir esse motor pelo novo 1.5 Dragon de três cilindros, que deve gerar 130 cv e mais de 15 kgfm. Mudaram completamente o painel, que recebeu uma tela sensível ao toque bem maior e com o novo sistema Sync 3.

Hyundai Tucson - R$ 69.990

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Com 12 anos de idade, o futuro do Hyundai Tucson é duvidoso, com a chegada da terceira geração e do inédito Creta.

Fabricado em Anápolis (GO), o primeiro Hyundai Tucson , até o momento, continuará em produção e irá conviver com duas gerações acima, o ix35 e o New Tucson . Só isso já acende uma luz amarela para quem pensa em comprar o já antiquado utilitário esportivo coreano por alguns motivos. Estará na loja com duas versões mais atuais e com o Creta , projeto mais moderno e com preço próximo ao do Tucson original.

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Todas essas razões fazem com que a continuidade do Tucson nas lojas seja improvável. A Hyundai-Caoa afirma que continuará sendo vendido, mas fica difícil acreditar, considerando que emplacou 283 unidades em outubro e apenas 84 de novembro. Além disso, é vendido em versão única por R$ 69.990, valor muito próximo dos R$ 72.990 da versão de entrada do Creta – mesmo que seja levemente menos equipada e use câmbio manual. Não deve demorar para que o novo SUV canibalize as vendas do Tucson e a Caoa encerre sua produção, o que pode devalorizá-lo.

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