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Carros elétricos importados serão favorecidos pelo novo regime Rota 2030. Modelo da marca japonesa é apenas elétrico, sem motor a combustão

Nissan Leaf: nova geração é uma das atracões da marca japonesa no Salão de Tóquio, no Japão, que vai até 5 de novembro
Reprodução/Newspress
Nissan Leaf: nova geração é uma das atracões da marca japonesa no Salão de Tóquio, no Japão, que vai até 5 de novembro

O futuro do Brasil também é dos elétricos, e quem aparece para reafirmar essa frase é o novo Nissan Leaf. Executivos da marca japonesa, finalmente, batem o martelo sobre a chegada de seu veículo eco-friendly   no País. O Leaf estará nas ruas brasileiras em 2019, pegando carona no novo regime automotivo Rota 2030 que prevê redução de IPI para veículos híbridos e elétricos.

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Em sua nova geração, o Nissan Leaf surge com uma bateria de 40 kWh, proporcionando autonomia de 240 km. Há também a opção de 60 kWh, que chega aos 320 km de capacidade. Sua potência fica na casa dos 149 cv, com 32,6 kgfm de torque. A Nissan ainda não informou quais versões serão importadas para o Brasil.

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O modelo chegou a aparecer por aqui como uma experiência da marca há alguns anos. Entretanto, apenas algumas unidades foram importadas, restritas para poucos taxistas e frota de imprensa. Dessa vez, o Leaf virá para causar mais impacto no mercado brasileiro que sua geração anterior. Ainda é difícil estimar o preço do carro elétrico, uma vez que a Rota 2030 ainda não está valendo, mas podemos esperar algo na casa dos R$ 130 mil.

Rota 2030

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) propôs um novo regime automotivo para vigorar a partir de janeiro de 2018, baseado em uma série de medidas para o desenvolvimento do setor e estabelecer um planejamento de longo prazo que viabilize os tão necessários investimentos para que a indústria nacional se desenvolva como um todo.

São várias as propostas apresentadas pela Anfavea ao Governo Federal, que se baseiam em nove pilares: recuperação da base de fornecedores, localização de tecnologia, relações trabalhistas, eficiência energética, pesquisa e desenvolvimento, segurança, inspeção veicular, logística e tributação. Além disso, estão estudando uma simplificação na cobrança de impostos e na redução de IPI de carros híbridos e elétricos que não são fabricados no Brasil, entre os quais o SUV Toyota C-HR, que deverá ser importado da Turquia já em 2018.

Carro elétrico no Brasil

BMW i3
Divulgação
BMW i3

O Brasil, entretanto, continua sendo pouco convidativo para carros elétricos por conta da falta de estrutura. Nossa reportagem utilizou o BMW i3 no dia-a-dia para atestar os prós e os contras de investir na nova categoria verde. Carregar o elétrico em casa requer uma instalação especial de aterramento.

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O jeito foi recorrer aos pontos de recarga disponíveis em alguns supermercados da rede Pão de Açúcar, à unidades em alguns shoppings nas capitais e, aproximadamente, em 50 postos Ipiranga espalhados pelo Brasil. A rede Graal, localizada nas principais rodovias do País, também prepara eletropostos na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo. Portanto, se você mora fora dos grandes centros urbanos, terá certa dificuldade com um carro elétrico.

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O cenário é diferente na Europa. Além das isenções de imposto, proprietários de carros elétricos estão isentos de rodízio, não pagam pedágio e podem circular nos corredores de ônibus. Convidativo, não? E a história fica melhor ainda ao compararmos os preços dos veículos elétricos em relação aos modelos de combustão. O Zoe, carro elétrico da Renault, custa o mesmo que o novo Clio europeu. E o BMW i3 também tem preço competitivo, bem próximo ao do Nissan Leaf, para justificar sua boa fama no continente.

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