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Programa colocará o Brasil entre os protagonistas da indústria, diz Anfavea

O SIMEA teve a participação do vice-presidente da Ford na América do Sul, Rogélio Golfarb entre os principais executivos
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O SIMEA teve a participação do vice-presidente da Ford na América do Sul, Rogélio Golfarb entre os principais executivos

A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou a vigésima sexta edição do SIMEA (Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva) na última quarta-feira (1), com foco no novo regime automotivo que passa a vigorar ainda este ano, o Rota 2030. O evento contou com a presença do piloto Lucas Di Grassi e do vice-presidente da Ford na América do Sul, Rogélio Golfarb.

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“O momento é extremamente propício para a realização do nosso simpósio”, destaca Edson Orikassa, presidente da AEA, no SIMEA . “O Rota 2030 mobilizou todas as entidades do setor automotivo, foram mais de 100 reuniões e mais de um ano de trabalho. Os fornecedores estão aqui e é uma boa oportunidade para começarmos a negociar o que vem pela frente”.

O ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge de Lima, comentou que o novo regime automotivo garantirá a retenção do conhecimento e dos empregos no País, com ganhos para toda a sociedade brasileira. “Teremos veículos mais econômicos e seguros. Veículos elétricos também serão vistos por aqui com mais frequência", disse Lima.

Rogélio Golfarb aponta que é importante pensar no papel do Brasil para o futuro do meio automotivo mundial. “Precisamos inserir o nosso País nas cadeias globais”, destaca Golfarb. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, aponta que o Rota 2030 será crucial para que o Brasil seja ator, e não expectador das transformações da indústria mundial.

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Entenda o Rota 2030

O Nissan Leaf elétrico chegará ao Brasil no ano que vem, graças ao novo regime automotivo discutido no SIMEA
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O Nissan Leaf elétrico chegará ao Brasil no ano que vem, graças ao novo regime automotivo discutido no SIMEA

Entre os principais pontos do Rota 2030 a serem destacados está a concessão de até R$ 1,5 bilhão por ano de crédito tributário à indústria, contanto que as fabricantes invistam um mínimo de R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento por ano. Seguindo essa nova regra, cada marca terá um crédito de 10,2% do total investido, o que poderá ser abatido do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

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Importante também é que, embora o crédito tributário que as fabricantes deverão receber tenha ficado um pouco abaixo do esperado, será suficiente para os investimentos no País sejam mantidos. Conforme mencionado no SIMEA , o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros elétricos será reduzido dos atuais 25% para até 7%. Nos demais veículos, a redução deverá ser de 1 a 2 pontos percentuais a partir de 2023, caso as fabricantes atinjam as novas metas estabelecidas.

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