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Executivo brasileiro é acusado de não declarar US$ 44 milhões ao longo de cinco anos, bem como outros desvios de conduta

Nascido em Porto Velho (RO), Carlos Ghosn ficou popular ao cortar gastos e tirar a Nissan da falência
Divulgação
Nascido em Porto Velho (RO), Carlos Ghosn ficou popular ao cortar gastos e tirar a Nissan da falência

O presidente do conselho da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, é preso no Japão por suspeitas de violações financeiras. Entre as acusações, há a suspeita de uso de dinheiro corporativo em atividades pessoais e outras irregularidades. Conforme um comunicado emitido pela fabricante, o brasileiro nascido em Porto Velho (RO) deverá ser destituído do cargo.

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Carlos Ghosn é acusado de não declarar aproximadamente US$ 44 milhões (R$ 165 milhões, em uma conversão simples) de renda ao longo de cinco anos em que esteve à frente do grupo. O diretor da aliança, Greg Kelly, também está envolvido no processo.

“Uma investigação interna da marca revelou que Ghosn e Kelly declararam menos do que deveriam à Bolsa de Valores de Tóquio (Tokyo Stock Exchange) durante vários anos” diz a Nissan em uma declaração. “No que diz respeito a Ghosn, outros atos de má conduta também foram confirmados, como o uso pessoal de fundos da companhia. Há um grande envolvimento de Kelly neste processo”.

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A Nissan finaliza sua declaração dizendo que está cooperando com os promotores japoneses nas investigações. O presidente-executivo da marca, Hiroto Saikawa, diz que a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi não será afetada.

Carlos Ghosn e a nova aliança

Carlos Ghosn ao lado de Osamu Masuko (Mitsubishi Motors), durante a assinatura a aliança entre as fabricantes
Divulgação/Nissan
Carlos Ghosn ao lado de Osamu Masuko (Mitsubishi Motors), durante a assinatura a aliança entre as fabricantes

Ghosn iniciou sua carreira na França, à frente da Michelin. Foi presidente da Nissan entre 2001 e 2017. O executivo saiu do cargo no ano passado em função da aliança com Renault e Mitsubishi, mas permaneceu no conselho. Durante seus anos de atividade, ficou popular por sua conduta de cortar gastos e retomar a lucratividade da empresa. Vale lembrar que a Nissan estava à beira da falência quando Ghosn assumiu o cargo.

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Hoje, a Aliança Nissan-Renault-Mitsubishi de Carlos Ghosn pede passagem entre os maiores grupos automotivos do mundo, disputando a liderança com Toyota e Volkswagen. No fechamento do primeiro semestre de 2018, foram 5,5 milhões de veículos vendidos em todo o mundo, registrando crescimento de 5,1% em relação ao ano anterior. A Renault viu as vendas de modelos como Clio e Captur subirem, enquanto X-Trail e Qashqai foram os grandes destaques da Nissan. A contribuição da Mitsubishi nos resultados veio do lançamento do Eclipse Cross.

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