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De acordo com o CEO da marca japonesa, a parceria tem beneficiado mais a Renault que a Nissan nos últimos anos. Saiba mais detalhes

Carlos Ghosn, ex-presidente, ao lado dos compactos Zoe e Leaf, que compõem a linha elétrica da Aliança Renault-Nissan
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Carlos Ghosn, ex-presidente, ao lado dos compactos Zoe e Leaf, que compõem a linha elétrica da Aliança Renault-Nissan

A prisão de Carlos Ghosn no início da semana balançou as estribeiras da Aliança Renault-Nissan. Uma fonte ligada à marca japonesa disse ao Automotive News que Nissan irá revisar a estrutura das ações, com o objetivo de criar algo mais equiparável entre as duas.

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De acordo com a fonte que pediu para não ser identificada, a proposta de igualdade deverá regularizar alguns problemas estruturais no grupo. A Renault teria mais influência na Nissan do que a marca japonesa na francesa, criando diversas tensões na colaboração que já dura quase duas décadas. Com a reestruturação no mercado de ações e Carlos Ghosn fora do conselho, a marca japonesa deverá ganhar uma posição mais importante na Aliança Renault-Nissan .

Hiroto Saikawa, atual presidente da Nissan, diz que a parceria por muitos anos beneficiou apenas o lado francês. Carlos Ghosn foi preso no início da semana. Entre as acusações, há a suspeita de uso de dinheiro corporativo em atividades pessoais e outras irregularidades. Conforme um comunicado emitido pela fabricante, o brasileiro nascido em Porto Velho (RO) foi destituído de seu cargo.

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Ghosn iniciou sua carreira na França, à frente da Michelin. Foi presidente da Nissan entre 2001 e 2017. O executivo saiu do cargo no ano passado em função da aliança com Renault e Mitsubishi, mas permaneceu no conselho. Durante seus anos de atividade, ficou popular por sua conduta de cortar gastos e retomar a lucratividade da empresa. Vale lembrar que a Nissan estava à beira da falência quando Ghosn assumiu o cargo.

Os filhos da Aliança Renault-Nissan

Renault Alaskan é, basicamente, uma Nissan Frontier com mudanças na carroceria. Por isso, ainda é dúvida no Brasil
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Renault Alaskan é, basicamente, uma Nissan Frontier com mudanças na carroceria. Por isso, ainda é dúvida no Brasil

A parceria entre Renault, Nissan e Mitsubishi já pede passagem entre os maiores grupos automotivos do mundo , disputando a liderança com Toyota e Volkswagen. As marcas fecharam o primeiro semestre de 2018 com 5,5 milhões de veículos vendidos em todo o mundo, no agregado. Os destaques por parte dos franceses foram os conhecidos Clio e Captur , enquanto a Nissan apostou pesado na dupla de SUVs X-Trail e Qashqai. A Mitsubishi correu por fora com o Eclipse Cross.

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Como de costume, uma marca costuma utilizar a engenharia da outra para a concepção de novos modelos. A Nissan Frontier já está consagrada na categoria das picapes médias, e tentará puxar a Renault Alaskan para o sucesso no mercado latino-americano. Do outro lado do mundo, o Kwid serve de base para o Go, subcompacto produzido pela Datsun (subsidiária da Nissan). Resta saber como o a Aliança Renault-Nissan irá se comportar em uma realidade pós-Carlos Ghosn.

Fonte:  Automotive News

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