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Exemplar é a 4ª e última unidade produzida. Apesar da exclusividade, participou, concluiu e venceu corridas com ícones do automobilismo

Ferrari 290 MM Scaglietti: Um dos carros mais icônicos da marca italiana, que coleciona vitórias e ostenta pedigree
Divulgação
Ferrari 290 MM Scaglietti: Um dos carros mais icônicos da marca italiana, que coleciona vitórias e ostenta pedigree

A Ferrari 290 MM Scaglietti que Juan Manuel Fangio e Sir Stirling Moss pilotaram foi leiloada nos EUA por R$ 86 milhões, pela RM Sotheby’s. Trata-se do quarto e último modelo construído, mas que apesar de raro, trabalhou muito. Correu na “Mile Miglia” (Mil Milhas) de Monza em 1956, onde conquistou a 2ª colocação na classificação geral com Peter Collins e Louis Klemantaski ao volante. Além disso, finalizou na 4ª colocação na Targa Florio na Sicília, e na 2ª colocação na subida de montanha da prova XVIII Aosta-Gran San Bernardo, também na Itália. No ano seguinte, em 1957, disputou os 1000 km de Buenos Aires, as 12 Horas de Sebring e a Bahamas Speed Weeks, agora com Stirling Moss ao volante.

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Este exemplar da Ferrari 290 MM Scaglietti , apesar do passado de vitórias, precisou ser restaurado por completo em 2011, pelas mãos dos especialistas da Ferrari Classiche. Quatro anos depois, em 2015, desfilou no Concours d’Elegance (Amelia Island, EUA), ao lado de outras raridades extremamente valiosas. Após muito impressionar o público da alta elite, nos dois anos seguintes foi para o museu da Ferrari em Maranello e Modena (Itália).

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O que é a Ferrari 290 MM Scaglietti

As linhas da Ferrari 290 MM Scaglietti unem o mundo das corridas e dos esportivos dos anos 50
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As linhas da Ferrari 290 MM Scaglietti unem o mundo das corridas e dos esportivos dos anos 50

A Ferrari 290 MM de Juan Manuel Fangio e Stirling Moss tem este nome porque foi criada em 1956 para competir na Mille Miglia. Além de um câmbio manual de 4 marchas, ela usa um V12 de 3,5 litros derivado do motor de 4,5 que a Ferrari usava na Fórmula 1 da década de 1960, alimentado por três carburadores Weber de corpo duplo e capaz de entregar 320 cv. Sua carroceria é feita inteiramente de alumínio, com o objetivo de reduzir o peso e contribuir para uma dinâmica mais apurada.

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A Ferrari biposto une elementos da Fórmula 1 dos anos 50 com os carros de rua da marca, na configuração GT (motor dianteiro, interior recuado e tração traseira). Lembrado por muitos pela era dos carros de corrida em forma de “charuto”, a 290 MM é comprida e estreita, com linhas da carroceria planas. Apesar disso, sua grade dianteira é cromada, possui pneus diagonais, rodas “V-Twin”, Faróis embutidos e de neblina, cinco manômetros e volante de três raios em madeira.

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Há quem prefira outras marcas de carros esportivos ao invés da Ferrari, como a sua maior rival, a Lamborghini, ou a alemã e antagônica Porsche. Entretanto, não há de se negar que o cavalo rampante sempre fez bonito por onde passou e ainda faz, seja nas ruas, nas pistas, nas coleções mais exuberantes ou no histórico dos recordes em leilões, que já reserva um espaço à Ferrari 290 MM Scaglietti .

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