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Lista inclui modelos emblemáticos que serão lembrados por suas peculiaridades que vão deixar saudades

Todo ano, a seguradora americana Hagerty divulga sua lista de clássicos do futuro, considerando sempre veículos abaixo de US$ 100 mil. Mas esse apanhado, como você pode esperar, é cheio de modelos milionários como F-Type, BMW M5 e Maserati Ghibli.  Portanto, foge completamente da realidade dos brasileiros, onde veículos esportivos andam aos trancos e barrancos.

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Mas como seria uma lista de clássicos do futuro dentro da realidade do mercado brasileiro? Quais modelos que estão sendo vendidos hoje serão os reis da badalação em dez anos ou mais? Para definir a lista, porém, precisamos de critérios importantes.

Antes de tudo, precisa ser um modelo escasso, com mais pessoas à procura que demanda no mercado de seminovos. Neste tópico, cortamos o VW Golf GTI de nossa lista, uma vez que o esportivo vende bem e não será tão difícil de encontrar em dez ou mais anos. Também deve ser facilmente reconhecido, como o elegante formato de uma garrafa de Coca-Cola que carece da estampa para a identificação.

Por fim, precisa ser uma unanimidade entre os fãs, deixando aquela vontade de “quero um” toda vez que desfilar pelas ruas, ou ainda ter introduzido alguma novidade que deu muito certo, como é o caso do Prius, o primeiro híbrido que fez sucesso.  Partindo de todos esses critérios, definimos cinco modelos.

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1 - Honda Civic Si

Honda Civic Si será uma das poucas opções entre os clássicos do futuro, ainda mais como um cupê de câmbio manual
Cauê Lira/iG Carros
Honda Civic Si será uma das poucas opções entre os clássicos do futuro, ainda mais como um cupê de câmbio manual

As versões esportivas do Honda Civic fizeram a cabeça dos jovens ao longo dos anos 90. Até mesmo nos dias de hoje, algumas pessoas estão dispostas a desembolsar grandes quantias pelos emblemáticos VTi e CR-X Del Sol. Basta procurar pela versão esportiva do hatch de meados de 1998 para se deparar com valores na casa dos R$ 41 mil.

Com tal legado, seria quase um pecado deixar o Honda Civic Si de fora da lista de clássicos do futuro. Ele é o único representante da categoria dos cupês abaixo de R$ 200 mil, assegurando um visual descolado que deixaria proprietários do Golf GTI babando.

Outro ponto de destaque do Honda Civic Si é a mecânica. Não necessariamente o motor, uma vez que ele traz o mesmo 1.5 turbo da versão Touring do Civic convencional, porém, entregando 208 cv e 26,5 kgfm a 2.100 rpm. O grande trunfo do Si é o câmbio manual de seis marchas, muito bem escalonado para os dias de track day . Se é para comprar um cupê esportivo, que seja um modelo manual, não? Nos vemos em dez anos, quando não estiver mais custando R$ 159.990.

2- Porsche 718 Boxster GTS

Porsche 718 Boxster GTS se beneficia de parte da engenharia do 918 Spyder para entrar na lista dos clássicos do futuro
Cauê Lira/iG Carros
Porsche 718 Boxster GTS se beneficia de parte da engenharia do 918 Spyder para entrar na lista dos clássicos do futuro

Não basta ser um Porsche ; tampouco um roadster ou um modelo GTS. Tem que ser tudo isso de uma vez só. Tal como o Civic Si, o 718 Boxster GTS entra na categoria dos carros que já estão consagrados para o futuro. Não é raro pegar uma rodovia nos arredores de São Paulo e encontrar um desses desfilando por aí, normalmente com um senhor de óculos escuros no banco do motorista.

Apesar de já ter realizado uma boa parte dos meus sonhos automobilísticos, ainda não tive a oportunidade de pilotar o endiabrado 918 Spyder. Com o Boxster GTS, por outro lado, tive um pouco de noção de como seria. Além do motor central, a carroceria conversível expõe o seu charme, tal como o carro mais caro da marca alemã. Poucos esportivos chamariam mais atenção que o Porsche 718 Boxster GTS 

Os fanáticos viram o Boxster, popular por seu motor seis cilindros em linha, passar por um downsizing . Abaixo da carroceria, o modelo passa a esconder um levíssimo quatro cilindros turbo, com apenas dois litros e meio. Este procedimento fez a potência do GTS saltar de 330 cv para 365 cv na virada da geração. Pode não ser número de supercarro, mas o 718 Boxster é capaz de acelerar até 290 km/h.

3 - BMW M2

A lista de clássicos do futuro também garante modelos para quem gosta de andar de lado, como o BMW M2
Divulgação
A lista de clássicos do futuro também garante modelos para quem gosta de andar de lado, como o BMW M2

Se você garimpar um pouco, com certeza encontrará encontros e campeonatos de drift na sua cidade ou proximidades. É uma cena que vem crescendo no Brasil desde o lançamento de Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (2006). Pilotos profissionais como Rogério Dutra e Tiago Romano se tornaram grandes personalidades nas redes sociais, mostrando como este movimento continuará evoluindo nos próximos anos.

Quando o assunto é queimar borracha, o BMW M2 é uma das autoridades. Há quem diga que este é o modelo M definitivo de sua família por conta da relação entre diversão e custo-benefício. Também é o mais curto, com 4,46 metros de comprimento, 2,69 m de entre-eixos, 1,85 m de largura e 1,41 m de altura. Em comparação com o M3, que é um sedã, são 21 cm a menos de comprimento e 12 cm de entre-eixos. Até crianças pequenas ficariam apertadas no banco traseiro.

O M2 usa um motor 3.0, de seis cilindros em linha, com turbocompressor, que rende 370 cv e 47,4 kgfm a 1.400 rpm. O câmbio automatizado de dupla embreagem tem sete marchas, fazendo com que esta máquina de andar de lado acelere de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos.

4 - Toyota Prius

Entre os clássicos do futuro, o Prius poderá ostentar o título de veículo híbrido mais vendido do mundo
Divulgação
Entre os clássicos do futuro, o Prius poderá ostentar o título de veículo híbrido mais vendido do mundo

O que? Um Prius em meio a tantos esportivos? Não precisa esfregar os olhos, caro leitor, pois o híbrido da Toyota se enquadra em todos os tópicos que mencionamos nos parágrafos iniciais. É uma unanimidade citar que o Prius rompeu diversos paradigmas para se consagrar como o modelo eletrificado mais vendido do mundo. Seu desenho divide opiniões, mas também pode ser reconhecido mesmo apenas pela silhueta. Além disso, será lembrado por ter sido pioneiro entre os híbridos que venderam bem.

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O motor 1.8 a combustão trabalha em conjunto com uma unidade elétrica. Ambos funcionam com câmbio automático CVT. Juntos, rendem 98 cv de potência e 14,2 kgfm de torque. Para garantir o baixo consumo de combustível, a taxa de compressão é alta (13:1). A grande sacada da Toyota para melhorar o consumo é o reaproveitamento de energia que o motor elétrico é capaz de fazer através das frenagens e da cinética que seria perdida. Com isso, ele dispensa tomadas para recarga. Se a bateria, por acaso, chegar a um estado crítico, o motor a combustão será acionado para recarregá-la e garantir mais alguns bons quilômetros de autonomia.

5 - Ford Mustang

Ford Mustang é uma unanimidade entre os clássicos do futuro e que tem um passado icônico no mundo do automóvel
Caue Lira/iG
Ford Mustang é uma unanimidade entre os clássicos do futuro e que tem um passado icônico no mundo do automóvel

Claro que o cavalo prateado da Ford não poderia ficar de fora da lista dos clássicos do futuro. A chegada do Mustang causou rebuliço na categoria dos esportivos, emplacando mais de 900 modelos em apenas um ano. Claro, coloque na conta uma campanha de pré-venda muito bem orquestrada pela Ford.

Claro, o mérito de todo o desempenho do Mustang é do motor V8 5.0 de 466 cv de potência e 55,3 kgfm de torque. Mas o que realmente se destaca no pony car é o câmbio automático de dez marchas, com gerenciamento eletrônico. Já imaginou um esportivo assim fazendo 10,5 km/l na estrada? Isso contribui não apenas para economia de combustível e desempenho, mas também para a anulação do efeito chicote.

O motorista nem sente as marchas intermediárias (entre a quinta e a oitava velocidade), garantindo um conforto digno de transmissão CVT. Em alguns anos, acreditamos que o Mustang será mais badalado que o Camaro entre os clássicos do futuro.

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