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Executivo está detido desde novembro por acusações de corrupção. Saiba mais detalhes sobre o que pode acontecer com o executivo brasileiro

Carlos Ghosn esteve à frente do Grupo Renault-Nissa por 16 anos.  Acima,  está na inauguração da fábrica da Nissan no Brasil
Nissan/Divulgação
Carlos Ghosn esteve à frente do Grupo Renault-Nissa por 16 anos. Acima, está na inauguração da fábrica da Nissan no Brasil

Detido no Japão desde o dia 19 de novembro, a prisão de Carlos Ghosn é postergada por mais dez dias. O executivo brasileiro que esteve à frente do Grupo Renault-Nissan é acusado de corrupção e outras irregularidades fiscais. O pedido de um promotor foi aceito pelo juiz em Tóquio, que considerou necessário mais tempo para as investigações.

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Na última semana, a investigação sugeriu que o executivo teria repassado um prejuízo de US$ 16,6 milhões (aproximadamente R$ 64 milhões) em investimentos pessoais para a Nissan , conforme a Reuters. Essa foi a terceira denúncia contra Carlos Ghosn em menos de um mês, uma vez que ele também responde por sonegação fiscal.

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A justiça japonesa manterá o executivo brasileiro preso até a próxima semana para obter mais informações sobre o caso. Os advogados de Carlos Ghosn se articulavam para que ele fosse liberado após o pagamento de fiança, mas a nova acusação praticamente elimina tais possibilidades. Fontes ligadas ao ex-presidente do conselho da Nissan contaram ao canal japonês NHK que Ghosn nega qualquer envolvimento na fraude.

A ascensão de Carlos Ghosn

Carlos Ghosn ao lado da primeira geração do Leaf, o carro 100% elétrico mais vendido do mundo
Divulgação
Carlos Ghosn ao lado da primeira geração do Leaf, o carro 100% elétrico mais vendido do mundo

Descendente de franceses e libaneses, Carlos Ghosn nasceu em Porto Velho (RO) em 1954. Iniciou sua carreira na França, à frente da Michelin e foi presidente da Nissan entre 2001 e 2017. O executivo saiu do cargo no ano passado em função da aliança com Renault e Mitsubishi, mas permaneceu no conselho. Durante seus anos de atividade, ficou popular por sua conduta de cortar gastos e retomar a lucratividade da empresa. Vale lembrar que a Nissan estava à beira da falência quando Ghosn assumiu o cargo.

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Hoje, a Aliança Nissan-Renault-Mitsubishi de Carlos Ghosn é um dos maiores grupos automotivos do mundo, disputando a liderança com Toyota e Volkswagen. No fechamento do primeiro semestre de 2018, foram 5,5 milhões de veículos vendidos em todo o mundo, registrando crescimento de 5,1% em relação ao ano anterior. A Renault viu as vendas de modelos como Clio e Captur subirem, enquanto X-Trail e Qashqai foram os grandes destaques da Nissan. A contribuição da Mitsubishi nos resultados veio do lançamento do Eclipse Cross, o novo SUV médio.

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