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Com 502 km rodados, o híbrido de 2013 com motor diesel e elétrico teve apenas um dono. Espera-se que será vendido na casa dos R$ 400 mil

Protótipo da VW à venda já é da versão de produção, que traz mais conforto que os primeiros conceituais desenvolvidos
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Protótipo da VW à venda já é da versão de produção, que traz mais conforto que os primeiros conceituais desenvolvidos

Uma das únicas 250 unidades do XL1 de produção, feitas a partir de um protótipo da VW capaz de fazer 111,1 km/l e rodar 500 km antes de abastecer, irá a leilão na Silverstone Auctions, no Reino Unido. Trata-se de um exemplar que ainda está com o primeiro dono, quem rodou apenas 502 km e o manteve em estado de zero quilômetro, segundo a casa de leilões. Entre os fatores que permitem a façanha dos baixíssimos níveis de consumo, estão o seu motor turbodiesel híbrido, um arrasto aerodinâmico (capacidade de cortar o vento) invejável e peso que se assemelha ao de um Smart. Espera-se que será vendido por valores equivalentes a cerca de R$ 402 mil e R$ 473 mil.

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Na primeira tentativa de desenvolvimento do protótipo da VW, em 2002, a fabricante apostou em uma cabine estreita para duas pessoas, aerodinâmica com coeficiente Cx de 0,159, rodas traseiras escondidas e um motor minúsculo, de um cilindro e 300 cc. Em 2009, o VW 1-Litre (nome dado pela sua capacidade de rodar mais de 100 km com um litro de combustível) evoluiu para um diesel híbrido, com 800 cc mais um motor elétrico.

A partir disso, recebeu mais modificações para a sua última versão (de produção limitada), que é a que será leiloada. Agora o teto deixou de ser de acrílico, os dois bancos estão lado a lado (antes era um diante do outro) e o design está mais próximo do de um carro comum, apesar do estilo bem pouco convencional.

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Segredos do protótipo da VW de produção

As linhas do XL1 sempre foram as mais suaves, desde o primeiro protótipo da VW, para que pudesse fluir em movimento
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As linhas do XL1 sempre foram as mais suaves, desde o primeiro protótipo da VW, para que pudesse fluir em movimento

Para atingir os seus 795 kg, ganhou estrutura reforçada com carbono, que também está presente em diversos componentes (como carroceria e barras estabilizadoras), sem falar das rodas de liga leves e dos freios de cerâmica. Já para o valor recorde do Cx de 0,19 num carro de produção (houve um ligeiro aumento de arrasto desde o desenvolvimento do protótipo), se deve à carroceria estreita e mais afilada atrás, a ausência da grade do radiador (a entrada de ar está sob o para-choque e só abre para refrigerar o motor diesel quando necessário), a eliminação de retrovisores externos (há câmeras em lugar deles) e a cobertura total das rodas traseiras.

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São 3,90 metros de comprimento, com 1,66 de largura e só 1,11 de altura. Os vidros laterais são de plástico, e por uma manivela, só abrem uma pequena parte. Ao lado está o banco do passageiro, porém 22 cm mais atrás, para que a largura seja a menor possível. À frente, um painel simples, de estilo convencional, com destaque para o pequeno volante com a parte inferior achatada, e instrumentação similar à do VW Up!.

No console, está a alavanca do câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem dos primeiros VW Golf 1.4 TSi e, no meio do painel, o botão EV, que faz o carro funcionar no modo elétrico o máximo possível. Nas portas, vemos as pequenas telas que exibem as imagens das câmeras que substituem os retrovisores. No centro do painel está o monitor (também igual ao do VW Up!) que concentra as funções de computador de bordo, GPS e central de informações do sistema híbrido.

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Os motores do VW XL1 ficam atrás dos bancos, sob a tampa que esconde o pequeno porta-malas de 120 litros. Ele é composto pelo a diesel de 800 cc com 48 cv (que é de fato o 1.6 Tdi da VW dividido ao meio) e um elétrico de 27 cv, alimentado por uma bateria de lítio, recarregável na tomada. Seus números de desempenho se resumem a 160 km/h de velocidade máxima e a sua aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 12,7 segundos. Uma vez que o carro é quase o mesmo de quando era um protótipo da VW , são poucos os conceituais que permanecem quase inalterados quando vão para a linha de montagem.

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