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Estes cinco modelos passaram por estudos e ficaram bem perto de serem vendidos por aqui. Saiba quais são eles e porque não foram lançados no País

Lançar um carro é complexo. São necessários meses de estudo para avaliar as condições do mercado nacional, em um esquema de gestão conhecido como “análise de SWOT”. Resumindo, o termo analisa as forças, oportunidades, fraquezas e ameaças de qualquer projeto. É preciso contar com o envolvimento de profissionais de marketing, engenharia e finanças para atender aos requisitos impostos pela matriz. Resultados são preciosos e erros dificilmente serão tolerados entre os carros que viriam ao Brasil.

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Pode não parecer, mas vários modelos são cogitados para o mercado brasileiro o tempo todo. Somos os maiores consumidores da América Latina, e o oitavo país que mais fabrica automóveis no mundo. Quanto maior o mercado, maior a queda. Partindo disso, a reportagem do iG enumera cinco carros que viriam ao Brasil , mas acabaram barrados na hora de bater o martelo.

1 - VW Touareg

O VW Touareg foi cotado entre os carros que viriam ao Brasil. O preço alto fez a marca voltar atrás no planejamento
Divulgação
O VW Touareg foi cotado entre os carros que viriam ao Brasil. O preço alto fez a marca voltar atrás no planejamento

No começo do ano passado, a Volkswagen tinha planos de trazer seu maior SUV, o Touareg, para o mercado brasileiro em uma nova geração. O modelo foi mostrado no Salão de Pequim (China) em meados de abril, compartilhando sua plataforma com Porsche Cayenne, Audi Q7 e Lamborghini Urus. Pelo nível de sofisticação, acabaria ficando muito caro nas lojas brasileiras.

A Volkswagen logo buscou por alternativas. Poucos meses depois da apresentação do Touareg na China, a marca alemã registrou o novo SUV Atlas no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Sendo um pouco mais barato que o inflacionado Touareg, surge como uma opção para a marca na categoria dos SUVs premium. Pelo tamanho, se tornaria rival direto de Volvo XC60 e do primo Audi Q5, custando algo na casa dos R$ 250 mil.

2 - Toyota C-HR

Toyota C-HR esteve nos planos da Toyota entre os carros que viriam ao Brasil, mas a fabricante acabou desistindo
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Toyota C-HR esteve nos planos da Toyota entre os carros que viriam ao Brasil, mas a fabricante acabou desistindo

Ter uma concessionária da Toyota é o melhor negócio que alguém interessado em vender carros pode fazer no Brasil. O modelo mais badalado da marca é o Corolla (com preço médio na casa dos R$ 100 mil) mas a conta poderia ficar ainda melhor com um SUV compacto. Uma alternativa que surgiu nos escritórios da Toyota do Brasil era o C-HR, utilitário híbrido vendido na Europa, Ásia e Oceania.

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O modelo chegou a ser visto nas redondezas da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), mostrando que o projeto estaria em etapas avançadas. O câmbio desfavorável e a alta carga tributária para importar um veículo híbrido da Turquia (ainda mais considerando um segmento na casa dos R$ 100 mil) fizeram o C-HR subir no telhado. Ele chegou a ser avistado mais algumas vezes no ano passado, conforme publicado por nossa reportagem, mas neste caso já se tratava de um teste da nova plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture) que estará no Corolla 2020.

Isso não significa que a Toyota tenha abandonado a ideia de lançar um SUV compacto no Brasil. Durante o Salão de Tóquio de 2017, executivos confirmaram que a marca poderia trazer utilitários da Daihatsu, sua marca de baixo custo para o leste asiático. Nos resta aguardar por novas etapas.

3 - Kia Rio

Kia Rio foi atração do Salão do Automóvel de 2018 entre os carros que viriam ao Brasil.  O dólar alto dificultou os planos
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Kia Rio foi atração do Salão do Automóvel de 2018 entre os carros que viriam ao Brasil. O dólar alto dificultou os planos

O Kia Rio é uma novela tão longa quanto Malhação, já que sua chegada ao Brasil está sendo cogitada desde a geração anterior. O carro foi mostrado no Salão do Automóvel de 2016, e mesmo assim ainda não está confirmado para o Brasil. De acordo com o presidente da marca, Luiz Gandini, isso dependerá da taxa cambial em 2019. Com o fim do Inovar-Auto, a Kia renova as esperanças para uma nova investida de carros de volume no Brasil, contando também com um SUV compacto que será fabricado no México.

O hatch compacto já está homologado no Brasil, aparecendo até mesmo nas tabelas de consumo do Inmetro. Mas iria custar muito caro na comparação com rivais como  VW Polo, Fiat Argo, Toyota Yaris e companhia, mesmo vendido com motor 1.6 Flex de 128 cv, com as opções de câmbio manual ou automático, ambos de 6 marchas.

4 - Renault Koleos

Entre os carros que viriam ao Brasil, a chegada do Koleos ao Brasil ainda está em estudo pela Renault
Divulgação
Entre os carros que viriam ao Brasil, a chegada do Koleos ao Brasil ainda está em estudo pela Renault

No começo do ano passado, a reportagem do iG Carros esteve em São José dos Pinhais (PR) para a inauguração de um novo complexo de injeção de alumínio dentro da fábrica da Renault. Nessa ocasião, questionamos o ex-presidente da marca, Luiz Pedrucci, sobre os andamentos da importação do Koleos, SUV médio na categoria de VW Tiguan, Jeep Compass e Peugeot 3008.

 De acordo com o executivo, a Renault ainda aguardava pelas definições do Rota 2030 para bater o martelo. Mas quase um ano depois, ainda não há qualquer indício de que o SUV será vendido por aqui. O modelo não foi visto em testes, não esteve no Salão do Automóvel de São Paulo e sumiu da boca dos executivos. É uma pena, uma vez que os SUVs médios estão bombando no Brasil. Na Argentina, o Koleos é vendido em versão única, com motor 2.5 16V aspirado de 170 cv e câmbio automático. Porém, a chegada do carro ao Brasil ainda não foi completamente descartada pela fabricante. 

5 - Acura NSX

Finalizamos a lista dos carros que viriam ao Brasil com o Acura NSX. Promessa em 2015, o modelo não vingou nos planos
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Finalizamos a lista dos carros que viriam ao Brasil com o Acura NSX. Promessa em 2015, o modelo não vingou nos planos

A Honda trouxe sua marca de luxo para o Salão do Automóvel de 2012. De acordo com a fabricante, a ascensão do mercado brasileiro e da categoria de modelos premium permitia negócios favoráveis para a Acura, mas a alta do dólar e a sobretaxação de 30 pontos percentuais para veículos importados acabou deixando a proposta inviável.

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Os diretores da marca admitiram que seus carros não teriam preços competitivos com a sobretaxa, mas ainda prometeram trazer a nova geração do superesportivo NSX ao Brasil em 2015. Os planos, novamente, esbarraram no auge da crise econômica: o dólar subiu 48%, o processo de impeachment estava engatilhado e o desemprego assombrava milhões de brasileiros. Nessa brincadeira, o NSX acabou entrando para a lista de carros que viriam ao Brasil .