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Longe da América do Norte desde 1991, marca francesa deverá focar no lançamento de carros elétricos. Confira mais informações

Grupo Peugeot-Citroën nunca escondeu o interesse de retornar para os Estados Unidos. Eis a segunda chance
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Grupo Peugeot-Citroën nunca escondeu o interesse de retornar para os Estados Unidos. Eis a segunda chance

De acordo com o site americano Automotive News, a Peugeot será a linha de frente no retorno das marcas francesas aos Estados Unidos. A fabricante tem planos de iniciar suas vendas em meados de 2026, após abandonar o país ainda no começo dos anos 90.

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Os planos de retornar aos Estados Unidos já haviam sido detalhados pelo Grupo PSA ainda em 2016, mas não havia evidências se apostariam em Peugeot , Citroën, DS ou a recém-adquirida Opel.

 O presidente da PSA , Carlos Tavares, antecipou ao Automotive News que os modelos vendidos  nos Estados Unidos serão feitos na Europa e na China. Além da nova investida na América do Norte, a Peugeot pretende realocar suas marcas em novos mercados globais, incluindo a Citroën na Índia e Opel na Rússia.

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Também é cedo para apontar quais modelos serão vendidos na América do Norte, mas rumores sugerem ênfase em modelos híbridos e elétricos. Sua família de SUVs (composta por 2008, 3008 e 5008) também faria sentido, uma vez que a categoria continua crescendo em todo o planeta. Em seu primeiro passo na eletrificação, a Peugeot apresentará o novo 208 no Salão de Genebra (Suíça). Portanto, novas versões eletrificadas poderão surgir nos próximos anos.

Peugeot-Citroën no Brasil

Mesmo com Peugeot 3008 e Citroën C4 Cactus, vendas não tiveram resultado satisfatório no Brasil
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Mesmo com Peugeot 3008 e Citroën C4 Cactus, vendas não tiveram resultado satisfatório no Brasil

Mesmo com crescimento do mercado de 13,7% em 2018, de acord com a Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos) tanto Peugeot quanto Citroën perderam espaço de mercado no Brasil. Ainda de acordo com a entidade, a Peugeot caiu das 26.855 unidades emplacadas em 2017 para 23.674 em 2018. A Citroën foi de 22.556 emplacamentos para apenas 20.336.

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Por mais que os números não mostrem uma queda tão acentuada, a participação de mercado de ambas as marcas caiu neste período. A Peugeot representava 1,24% do mercado brasileiro em 2017, indo para 0,96% em 2018. Da mesma forma, a Citroën foi de 1,04% para 0,82%, mesmo com um lançamento recente na categoria que mais cresce no Brasil, o SUV C4 Cactus.

Apesar de não estar bem na América do Sul, os resultados globais da PSA são animadores. O resultado operacional corrente do Grupo foi de € 5,689 milhões, um aumento de 43%, com o resultado operacional corrente da PCD Automotiva crescendo 21,9% e alcançando € 3,617 bilhões.

Esse nível recorde de rentabilidade de 8,4% do Grupo PSA ( Peugeot -Citroën Sociedade Anônima) foi alcançado apesar de grandes dificuldades nas taxas de câmbio e de aumentos de custos de matérias-primas, graças a um mix de produtos e condições de preço positivos, bem como devido a maiores reduções de custos. O resultado operacional corrente da OV Automotiva foi positivo em € 859 milhões em 2018, comparado a uma perda de € 179 milhões nos cinco últimos meses de 2017.

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