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Caue Lira/iG
A Chevrolet definiu que o modelo analógico das ações de marketing já não refletem mais o foco dos seus produtos

A Chevrolet acaba de declinar novamente do Salão do Automóvel, que dessa vez está confirmado para 2021. Ela já havia sido a primeira entre as grandes fabricantes a desistir da mostra, que até antes da mudança de agenda, já somavam 14 baixas ao todo. O gasto das fabricantes para participar do Salão do Automóvel vai de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões, segundo a Anfavea. Em comunicado oficial, a GM informou que: "a marca aposta cada vez mais no marketing digital e em uma jornada do consumidor totalmente customizável, concentrando seus investimentos em formatos inovadores de comunicação.”

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A desistência da Chevrolet é reflexo das campanhas das montadoras, que estão cada vez mais relacionadas ao universo digital. Seja através das redes sociais, ou de ações individuais que explorem tendências como mobilidade e conectividade, as ações de marketing já não têm na exibição estática um formato coerente com o conceito dos lançamentos para a o ano e para a década. Isso, inclusive, foi um grande motivo para que o Salão do Automóvel de Frankfurt mudasse de endereço para Munique, cidade alemã que simboliza o futuro das descobertas que beneficiam o setor.

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Ainda faltam mais decisões

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O Salão do Automóvel ainda terá um futuro promissor?

As montadoras se reunirão nos próximos dois meses para discutirem novo formato e custos do evento. Mudança de local, trocando São Paulo por outra cidade brasileira, ou a realização de um evento único para toda a América do Sul, também serão estudadas. "A revisão do formato dos salões é um movimento mundial. A indústria está se reinventando e os salões precisam passar por isso também" afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

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Nos últimos anos, eventos tradicionais como os de Paris (França), Detroit (EUA), Frankfurt (Alemanha) e Tóquio (Japão) sofreram com ausências de montadoras por motivos financeiros. Em 2020, as mostras em Pequim (China) e Genebra (Suíça) foram canceladas por conta da epidemia de coronavírus. Restam apenas que mais decisões sejam executadas pelo conselho do evento, que define os rumos do evento junto da Anfavea, para ver se conseguem impedir que mais fabricantes declinem do Salão de São Paulo além da Chevrolet .

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