Salão de Pequim
Newspress
Salão de Pequim 2020: uso de máscaras em uma das únicas mostras abertas no mundo durante a pandemia do novo coronavírus

Por causa do coronavírus, praticamente todos os grandes salões de automóveis do mundo foram cancelados em 2020. A exceção é o Auto China, inaugurado em Pequim no sábado e que estará aberto ao grande público de amanhã até 5 de outubro.

A mostra de Pequim é bienal e, desde 1990, realizada em revezamento com o Salão de Xangai, a outra grande exposição de carros daquele país. A edição de 2020 deveria ter acontecido em março, mas a pandemia fez com que o evento fosse adiado por seis meses (enquanto os salões de Genebra, Paris e São Paulo foram, simplesmente, cancelados este ano).

O mercado automotivo da China vem se recuperando de forma notável desde o auge da crise da Covid-19. Só nos 20 primeiros dias deste mês, já houve um crescimento de 12% em relação a setembro de 2019. Diretores de multinacionais como a BMW preveem que 2020 terminará com mais carros vendidos do que no último ano.

Apesar de tanto otimismo, o Salão de Pequim deste ano não tem a mesma efervescência de antes, com menos lançamentos de marcas locais e estrangeiras. Muitos executivos não compareceram nos primeiros dias da mostra, abertos aos fabricantes e à imprensa. E, com as limitações do “novo normal” o público (usando máscaras) será menor que os 820 mil visitantes da edição de 2018.

Nas atrações, destaque para os elétricos — a China é o maior mercado desse tipo de veículo. A luta é para garantir um alcance de 600km entre recargas e reduzir a “ansiedade por autonomia” dos consumidores. E os designers das marcas locais ousam nos carros expostos para provar que os fabricantes chineses deixaram de ser simples copiadores.

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