Interior completo do Jaecoo 7
Fernando Naccari/iG
Interior completo do Jaecoo 7

A China prepara uma mudança regulatória que pode alterar o design dos carros modernos: o governo pretende exigir comandos físicos para funções essenciais dos veículos, reduzindo a dependência excessiva das telas multimídia centrais.

A informação foi publicada pelo site CarNewsChina e indica que autoridades chinesas estão revisando normas técnicas para obrigar montadoras a manter botões ou comandos físicos dedicados para determinadas funções críticas, especialmente aquelas relacionadas à segurança.

O que deve mudar

A proposta determina que funções como controle do ar-condicionado, desembaçador do para-brisa, luzes de emergência e outros comandos considerados essenciais não poderão depender exclusivamente da tela sensível ao toque.

Nos últimos anos, muitas montadoras adotaram o conceito de “interior minimalista”, concentrando praticamente todos os controles em uma central multimídia. Embora isso reduza custos e simplifique o painel, críticos apontam que a solução pode distrair o motorista, exigindo mais tempo de atenção fora da via para executar tarefas simples.

Com a nova diretriz, os fabricantes deverão garantir acesso rápido e intuitivo a comandos básicos, mesmo que o sistema multimídia apresente falhas ou lentidão.

Segurança acima da estética

A iniciativa chinesa ocorre em meio a uma discussão global sobre usabilidade e segurança. Estudos internacionais têm apontado que menus digitais complexos podem aumentar o tempo de distração do condutor, especialmente em situações de emergência.

Ao exigir controles físicos, a China sinaliza uma mudança de postura regulatória que prioriza ergonomia e segurança operacional em detrimento da estética tecnológica centrada em telas.


Impacto para as montadoras

A medida pode afetar diretamente marcas que apostaram em interiores quase totalmente digitais, obrigando adaptações em projetos futuros. Como a China é o maior mercado automotivo do mundo, eventuais mudanças regulatórias no país costumam influenciar estratégias globais de desenvolvimento de produto.

Ainda não há um cronograma definitivo para entrada em vigor da regra, mas a sinalização já indica que a tendência de eliminar botões físicos pode enfrentar limites regulatórios nos próximos anos.

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