A futuro colecionável também é uma excelente opção para viagens
Gustavo Epifânio
A futuro colecionável também é uma excelente opção para viagens

Em 1988, a Yamaha lançava no Brasil a XT 600 Ténéré, já com as inovações adotadas na segunda geração da motocicleta, que foi lançada na Europa cinco anos antes.

É fácil imaginar, para quem não viveu a época, ou, pelo menos não em cima de uma motocicleta , o furor que essa enorme trail causou nos amantes de motos. Em especial, nos amantes de grandes aventuras no fora de estrada.

Mas a história das letras XT vem de um pouco mais longe, desde que a Yamaha lançou, em 1974, a primeira XT 500 , monocilíndrica, com muitas vitórias em competições, incluindo o Paris-Dakar .

A nossa Yamaha Ténéré já tinha, então, muito mais tecnologia do que a primeira versão, mas essa tecnologia seria ainda maior na geração seguinte, a Yamaha XT 660Z Ténéré.

O porte da Yamaha XT 660Z Ténéré é quase o de uma big trail
Gustavo Epifânio
O porte da Yamaha XT 660Z Ténéré é quase o de uma big trail

Lançada aqui em 2011, a nova Yamaha XT 660Z Ténéré era a versão aventureira da já conhecida Yamaha XT 660R , que, por sua vez, substituiu a XT 600 em 2005.

Com motor monocilíndrico OHC de 659,7 cm 3 , com injeção eletrônica e refrigerada a água, a nova Ténéré tinha potência de 48 cv e torque de 5,95 kgfm, mas as maiores virtudes da motocicleta eram a suspensão dianteira com 210 mm de curso, a traseira com balança de alumínio e os freios, dois discos dianteiros e um traseiro, com pinças da marca Brembo.

Para lembrarmos de como eram as Yamaha XT , apesar de não fazer tão pouco tempo assim que elas nos deixaram (a Ténéré em 2017 e a R em 2018), mais uma vez “roubamos” uma das Yamaha do nosso amigo e colecionador da marca Laner Azevedo. Era dele aquela linda Yamaha DT 200R que mostramos há uns três anos, lembram?

O visual da Yamaha XT 600Z Ténéré foi inspirado no Paris Dakar
Gustavo Epifânio
O visual da Yamaha XT 600Z Ténéré foi inspirado no Paris Dakar

O roteiro de quase 500 km foi feito em uma manhã de domingo, com a estrada quase vazia, em parte por ser ainda muito cedo, e, talvez, também porque era domingo de carnaval e a turma da folia ainda demoraria um tantinho para acordar.

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A Yamaha XT 660Z Ténéré do Laner, como se pode ter uma ideia pelas fotos, é absolutamente íntegra. Mesmo com o ronco e a vibração característicos dos big singles, a viagem pelo bom asfalto, sem abusar da velocidade, é extremamente confortável.

É claro que uma motocicleta desse porte pediria algo mais rústico, como estradas de terra, ou mesmo uma boa trilha. Mas não podemos esquecer que se trata de uma motocicleta que já está entrando para uma séria coleção.

O destino da viagem era apenas uma foto do tipo “estive”
Gustavo Efifânio
O destino da viagem era apenas uma foto do tipo “estive”

O dono da moto, o Laner, conta que já era fã inveterado da Yamaha XT 660R , e, muito mais, até, da família Ténéré. Quando ele viu a nova Ténéré, antes, até, que ela chegasse no país, pensou consigo mesmo “essa eu vou ter, de qualquer jeito”.

Mesmo tendo passado um bom tempo, chegou a hora de ele começar a procurar uma, com todo o critério que é necessário para se ter uma motocicleta para toda a vida. E achou essa, que, atualmente, está perfeita.

A escolha pelas primeiras unidades produzidas, 2012 ou 2013, foi proposital, já que, quando a XT passou a ter ABS nos freios, muita coisa foi alterada, como o menor curso das suspensões , a menor capacidade do tanque de combustível e outros detalhes. E acabou achando essa em Curitiba, no Paraná, do jeito que ele queria e com pouquíissima coisa para fazer, para ela ficar perfeita.

Esse é o Laner, Sr. Yamaha, que achou a motocicleta que sempre quis ter
Gustavo Epifânio
Esse é o Laner, Sr. Yamaha, que achou a motocicleta que sempre quis ter

Depois de desmontada e remontada com ajustes precisos, lavada e lubrificada, a Yamaha XT 660Z Ténéré estava linda. Era a hora, então, de comprar acessórios originais, como as malas laterais, que têm, também, os suportes originais, e instalar o cavalete central original, bem raro, por sinal, uma vez que, na sua época, poucos compradores se interessaram por esse item de conforto. Excelente para lavar a moto e fazer a manutenção, principalmente na corrente de transmissão.

O passeio foi excelente, mesmo a volta, já com a estrada um pouco mais carregada. Deu até para fazer a foto do tipo “estive” na placa de identificação da estrada. E vamos nos praparar para mais um “rolê” com uma das motos do Sr. Yamaha.

** Gabriel Marazzi é jornalista e apaixonado por motos. Aprendeu o amor pelos motores e pela profissão com o pai, Expedito Marazzi, que foi editor de testes da revista Quatro Rodas. Com mais de quatro décadas de redação, tem passagens pelas revistas Auto Esporte, Duas Rodas, Carro, MotoMax, Auto & Técnica e Motor 4. No iG, escreve a coluna Cultura da Motocicleta.

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