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A história é interessante, mas pilotar o modelo da marca norte-americana é ainda melhor. Confira mais detalhes

A Harley-Davidson Fat Boy Special e seu visual dark mantém a tradição e sua legião de fãs do modelo
Gabriel Marazzi
A Harley-Davidson Fat Boy Special e seu visual dark mantém a tradição e sua legião de fãs do modelo

Há uma lenda em torno do nome da provavelmente mais popular das Harley- Davidson da atualidade, a Fat Boy. Lenda do garoto gordo? Não. Nem o pneu traseiro de 200 mm de largura explicaria esse nome. Em 1990, quando o modelo surgiu, o pneu traseiro era ainda bem fino, mudando apenas em 2007. A história, jamais confirmada, diz que, para conter o avanço das motocicletas japonesas no mercado norte-americano, a Fat Boy foi lançada em um estilo simples e robusto. E o nome foi a junção de “Fat Man” e “Little Boy”, os nomes dados às duas bombas atômicas que os americanos lançaram contra o Japão na segunda guerra mundial, sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. Cruel, não?

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 O fato é que a motocicleta, que estava disponível no primeiro ano apenas na cor cinza (chamavam a motocicleta de The Gray Ghost, o fantasma cinza), se tornou uma verdadeira lenda por outro motivo. No ano seguinte ao seu lançamento, 1991, já na cor preta, a Harley-Davidson Fat Boy foi o segundo personagem mais popular do filme “O Exterminador do Futuro”, com Arnold Schwarzenegger. As cenas de ação com essa moto mostravam ao mundo que a Fat Boy era muito robusta e resistente. É claro que para o salto que ele deu à frente do caminhão que o perseguia foram utilizados cabos, para amortecer a queda, mas a imagem de motocicleta resistente permaneceu.

Mito sobre duas rodas

Foi criado o mito. A Fat Boy, de estilo um tanto minimalista, confirmava sua robustez com a roda dianteira fechada, com pequenos orifícios, como em automóveis – chamados de “bullet holes”, ou buracos de bala –, suspensão traseira Softail, imitando um rabo duro mas com amortecedor escondido, e garfo dianteiro largo com bengalas de grande diâmetro. O visual era extremamente espartano. O primeiro motor utilizado foi o Evolution V-Twin de 1.340 cm 3 , atualizado para o Twin Cam 88B de 1.450 cm 3 em 2000, o 96B de 1.584 cm 3 em 2007 e, finalmente, no ano passado, ela recebeu o motor Twin Cam 103 de 1.690 cm 3 . Em 2010 surgiu a H-D Fat Boy Special, com uso de pintura fosca no lugar das cores brilhantes e dos cromados.

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A Harley-Davidson atual mantém esse visual, com duas versões disponíveis, a clássica, cheia de cromados, e a Special, com as cores preto fosco e prata fosco (cromo acetinado) por toda a motocicleta. A faixa de couro sobre o tanque complementa o traje especial. Rodar de Fat Boy é sempre uma ótima experiência. A tocada é muito parecida com todas as outras da família Softail, mas a simplicidade visual da motocicleta nos faz parecer estar no filme do Schwarzenegger. Puro estilo. A Fat Boy Special é perfeita para aquele passeio em estradas de poucas curvas mas não se sai mal no trânsito urbano, já que é suficientemente ágil para não ficarmos presos em corredores mais estreitos. Nem aprece que pesa 333 kg.

O sistema eletrônico que dispensa o uso de chave é extremamente prático, basta sentar na moto, girar a grande chave cromada sobre o tanque e sair rodando. Qualquer tentativa de mover a motocicleta sem a central eletrônica, que deve ficar com o piloto, fará soar um alarme de som alto e agudo. A Harley-Davidson Fat Boy Special tem preço de R$ 66.400 e a versão normal, cromada, curta R$ 1.000 a menos.

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